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Congresso articula impeachment de Toffoli para blindar Moraes e enterrar investigações do Master

Acordão pode derrubar Toffoli e dar ao Centrão indicação de sucessor.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Ministro Dias Toffoli (Foto: STF)
Ministro Dias Toffoli (Foto: STF)

A decisão do presidente do STF de remover Dias Toffoli da relatoria do caso Master e transferir os processos para André Mendonça provocou uma onda de articulações políticas no Congresso.

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Nos corredores do Legislativo, parlamentares voltaram a discutir a possibilidade de um grande entendimento envolvendo o destino do magistrado. As informações são de Caio Junqueira, do CNN.

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Impeachment de Toffoli pode abrir caminho para Jorge Messias no Supremo

O afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Master e a nomeação de André Mendonça em seu lugar ampliaram a tensão no Congresso. Deputados e senadores voltaram a falar em um novo “acordão”, hipótese à qual parte da oposição resiste.

A ideia em discussão nos bastidores tem recebido apoio inclusive de integrantes da base governista. Nos bastidores, o arranjo é defendido inclusive por parlamentares próximos ao Palácio do Planalto. O desenho prevê o avanço de um processo de impeachment contra Toffoli ainda neste ano, entregando sua saída como gesto à oposição.

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Como moeda de troca, o governo garantiria a aprovação do advogado-geral da União para uma cadeira no Supremo. Em troca, o Senado aprovaria a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Nesse cenário, o Centrão indicaria o sucessor de Toffoli e, fora da Corte, haveria uma espécie de blindagem nas investigações relacionadas ao caso.

Nos bastidores do PT, a negociação é vista com bons olhos por alguns setores. Uma fonte ouvida de forma reservada pela reportagem afirma que parlamentares do PT defendem o acerto.

O novo pedido de impeachment foi protocolado na tarde desta quinta-feira. O documento menciona pagamentos de Daniel Vorcaro a Toffoli.

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O raciocínio que orienta a articulação leva em conta o peso político atual dos ministros. A articulação parte da avaliação de que, hoje, Alexandre de Moraes, e não Toffoli, é o ministro do Supremo com maior interlocução no Congresso.

A memória de um episódio envolvendo Lula e Toffoli também pesa na negociação. Pesa nesse cálculo o fato de a relação entre Toffoli e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca mais ter sido a mesma após o ministro negar autorização para que Lula deixasse a prisão para ir ao velório do neto.

Apesar da aposta no acordo, há receios no núcleo petista. No entanto, dentro do PT há o temor de que o envolvimento de Toffoli com Vorcaro respingue politicamente em Lula. Toffoli foi advogado do partido, ministro da gestão petista e indicado por Lula ao STF.

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Amanda Souza
Amanda Souza
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