
O discurso de ódio contra o Nordeste cresceu 821% com a eleição do pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
As informações são de estudo feito por pesquisadores do grupo Interfaces, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
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No total, foram avaliados 282 milhões de publicações na rede social X (antigo Twitter) postadas entre julho e dezembro de 2022, época que compreende os dois turnos da eleição. A pesquisa revela que a xenofobia aumentou à medida que a disputa presidencial chegava.
Discurso de ódio em desfavor do Nordeste cresceu nas eleições
A junção entre a palavra “nordestino” e termos ofensivos ficou mais frequente ao longo dos meses reportados. Em julho, começo da coleta, a maioria eram menções neutras ou geográficas, como “sertão”, “interior” e nomes de estados da localidade. Contudo, com o avanço das eleições, o preconceito aumentou. A palavra “pobre” teve 67% de associação semântica com a palavra “nordestino”.
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Já em outubro, quando aconteceram as eleições, apareceram associações com termos diretamente ofensivos, como “ingrato” (64%) e “analfabeto” (59%). Na mesma época, a menção ao Nordeste triplicou em relação aos meses antecedentes, mostrando que o debate eleitoral catalizou a propagação de estereótipos e ataques regionais.
“O estudo reforça que o preconceito regional não é apenas histórico, mas também contemporâneo, e que compreender esses padrões é essencial para combater o discurso de ódio e fortalecer uma sociedade mais justa e igualitária”, disse a Ufscar sobre a pesquisa.
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