
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou para a imprensa nesta terça-feira, 25, após acompanhar a solenidade do Dia do Soldado no Quartel-General do Exército, porém se retirou sem responder aos questionamentos dos repórteres sobre as suspeitas que envolvem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de Gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A citação dos dois no caso ligado à lobista Roberta Luchsinger tem sido utilizada pela oposição como um dos principais pontos de desgaste contra o governo na corrida eleitoral de 2026.
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Em declarações anteriores sobre o tema, Lula destacou que seu filho precisa apresentar sua defesa, provar a inocência e responder legalmente caso tenha cometido algum deslize. “Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, declarou o mandatário em entrevista recente.
No âmbito partidário, a estratégia de resposta do PT reforça que o Executivo dá total liberdade para a Polícia Federal investigar qualquer irregularidade. Além disso, os correligionários contrapõem a situação ao lembrar do caso Dark Horse e ressaltar que nem Lulinha nem Marcola disputam cargos eletivos, diferentemente de adversários como o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Durante a agenda no Exército, o pronunciamento de Lula focou no avanço da representatividade feminina na instituição e no fortalecimento orçamentário da área militar , pautas centrais do discurso governamental. O presidente celebrou a participação pioneira das recrutas no desfile, lembrando que 1.010 mulheres passaram a integrar as Forças Armadas no início de 2026.
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Ele definiu a mudança como um avanço cultural expressivo diante do histórico machista do país e das próprias Forças. Por fim, o chefe do Executivo defendeu que os aportes para o setor militar não devem depender de sobras orçamentárias, mas sim ser tratados como prioridade para garantir a soberania nacional, resguardando o território, as reservas florestais, o petróleo e os minerais estratégicos.
“Nós temos que priorizar, preparar esse país, não para a guerra, preparar esse país para a paz. Preparar esse país para defender o nosso território, as nossas riquezas e o nosso povo”, concluiu.
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