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Enquanto deixa Trump ”no vácuo”, Lula conversa com líder palestino

Presidente evita confirmar adesão a Conselho de Paz dos EUA e reforça compromisso com reconstrução de Gaza.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Trump e Lula (Foto: Montagem/Globo)
Trump e Lula (Foto: Montagem/Globo)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa telefônica, no início da tarde desta quinta-feira (22/1), com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. O tema central foi a grave situação humanitária e política na Faixa de Gaza.

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Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que os dois líderes discutiram as “perspectivas de reconstrução da região”, e que Lula “reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio”.

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O diálogo ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos, por meio do ex-presidente Donald Trump, lançaram oficialmente, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, uma proposta de Conselho de Paz para Gaza.

O Brasil foi um dos países convidados a integrar o grupo, mas até o momento o governo brasileiro não deu uma resposta oficial.

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Fontes próximas ao Itamaraty revelam que o “martelo ainda não foi batido”, mas dão pistas de que o entusiasmo de Lula e de sua equipe com a iniciativa é baixo, especialmente devido ao papel de liderança que Trump exerceria no conselho.

Ao anunciar a proposta, Trump declarou que o objetivo é deixar Gaza “desmilitarizada, propriamente governada e lindamente reconstruída”.

Ele afirmou ainda que 59 países já estariam comprometidos em participar, número superior aos 35 divulgados anteriormente pela administração norte-americana.

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Entre os presentes ao lançamento estava o presidente argentino, Javier Milei. Enquanto isso, o Reino Unido sinalizou que não deve participar, demonstrando preocupação com a inclusão de Vladimir Putin, da Rússia. Putin, assim como Benjamin Netanyahu, de Israel, já teriam aceitado fazer parte do conselho.

Outros países que confirmaram adesão, segundo a divulgação, são: Catar, Egito, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã. O Brasil, porém, segue na sua: analisando com cautela e sem pressa para se posicionar.

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Amanda Souza
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