
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa telefônica, no início da tarde desta quinta-feira (22/1), com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. O tema central foi a grave situação humanitária e política na Faixa de Gaza.
Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que os dois líderes discutiram as “perspectivas de reconstrução da região”, e que Lula “reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio”.
+ Por que Lula está com medo de dizer sim (ou não) a Trump sobre Conselho da Paz? Confira
Brasil resiste à pressão e recusa entrada em Conselho de Paz de Trump
O diálogo ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos, por meio do ex-presidente Donald Trump, lançaram oficialmente, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, uma proposta de Conselho de Paz para Gaza.
O Brasil foi um dos países convidados a integrar o grupo, mas até o momento o governo brasileiro não deu uma resposta oficial.
Fontes próximas ao Itamaraty revelam que o “martelo ainda não foi batido”, mas dão pistas de que o entusiasmo de Lula e de sua equipe com a iniciativa é baixo, especialmente devido ao papel de liderança que Trump exerceria no conselho.
Ao anunciar a proposta, Trump declarou que o objetivo é deixar Gaza “desmilitarizada, propriamente governada e lindamente reconstruída”.
Ele afirmou ainda que 59 países já estariam comprometidos em participar, número superior aos 35 divulgados anteriormente pela administração norte-americana.
Entre os presentes ao lançamento estava o presidente argentino, Javier Milei. Enquanto isso, o Reino Unido sinalizou que não deve participar, demonstrando preocupação com a inclusão de Vladimir Putin, da Rússia. Putin, assim como Benjamin Netanyahu, de Israel, já teriam aceitado fazer parte do conselho.
Outros países que confirmaram adesão, segundo a divulgação, são: Catar, Egito, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã. O Brasil, porém, segue na sua: analisando com cautela e sem pressa para se posicionar.
Lula cria estratégia para “envergonhar” a direita em pré-campanha
Já em modo de pré-campanha, o presidente Lula está adotando uma nova estratégia para suas viagens pelo Brasil: provocar… LEIA MAIS!






