
Um ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu de frente com a Uber, serviço de motoristas por aplicativo, nesta terça-feira (31).
Isso porque o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos, revelou que foi processado pela empresa que agora tentaria calá-lo após falas contundentes nas últimas semanas. Ele subiu o tom contra a empresa depois de ganhar uma notificação extrajudicial da marca em seu escritório no Palácio do Planalto.
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Em vídeo exposto nas redes sociais nesta terça (31), Guilherme acusou a marca de tentar intimidar o governo federal, diante do avanço de propostas de regulação do trabalho por aplicativos. “Olha o que eu acabei de receber aqui no meu gabinete: uma notificação extrajudicial da Uber. Ameaçando processo, inclusive”, disparou o político.
Boulos critica aplicativo
Em seguida, ele detonou que não tem nenhuma empresa norte-americana, estrangeira, de onde quer que seja, que vai intimidar o trabalho do governo do presidente Lula, chegar aqui e dizer o que o Brasil tem que fazer.
A reação do líder do Movimento dos trabalhadores Sem Teto (MTST) ocorre após a empresa indagar sobre falas do político em entrevistas e vídeos recentes, onde ele detona a atuação das plataformas.
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A Uber diz que as falas do ministro extrapolam os limites da liberdade de expressão ao insinuarem práticas potencialmente ilícitas sem mostra de provas. A empresa pede que o professor apresente evidências para dar lastro a suas declarações e que deixe de expor informações inverídicas.
“Um corretor fica com cerca de 6%. A Uber fica com 30%, 40%, 50% só por fazer intermediação tecnológica. Isso é um escândalo”, disse Boulos recentemente, o que teria motivado o processo.
Não vamos recuar! Seguiremos lutando pelos trabalhadores! pic.twitter.com/xwukeRnAIa
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) March 31, 2026
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