
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (10) um requerimento para ampliar o escopo da CPI que pretende investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O parlamentar quer que as apurações alcancem também integrantes do primeiro escalão do governo Lula e outras figuras ligadas ao caso Banco Master. As informações são de Paulo Cappelli do Metrópoles.
No documento protocolado, o senador solicita que a comissão investigue os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Também entra na lista o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira no centro das investigações.
+ Lula cancela ida ao Chile para evitar encontro com Eduardo e Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro quer investigar reunião não registrada de Lula com banqueiro do Master no Planalto
O senador pede a “apuração de possíveis relações institucionais, pessoais, financeiras ou de outra natureza” dessas autoridades com o banqueiro. A proposta de CPI foi originalmente apresentada pelo senador Alexandro Vieira (MDB) após as revelações do Caso Master, mas com foco restrito aos magistrados do STF.
Ao justificar a ampliação do alvo da comissão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mencionou um encontro entre Daniel Vorcaro e o presidente Lula ocorrido no Palácio do Planalto.
“A ampliação ora proposta abrange, em especial, a verificação das circunstâncias relacionadas a eventual reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial, bem como a análise de eventuais interações mantidas entre as autoridades mencionadas e o controlador da instituição financeira, com o objetivo de examinar se tais contatos produziram reflexos sobre a regularidade do exercício de funções públicas ou sobre a atuação institucional de órgãos responsáveis pela formulação, regulação e supervisão do sistema financeiro nacional”, argumenta o senador no requerimento.
Flávio defende que a inclusão de novos investigados fortalece a delimitação dos fatos a serem apurados e atende ao interesse público.
“Ao incorporar fatos concretos amplamente divulgados pela imprensa e declarações públicas de autoridades governamentais, o presente aditamento contribui para reforçar a delimitação do fato determinado, assegurar a transparência da investigação parlamentar e atender ao inequívoco interesse público”, conclui o documento.
Caso Master vira dor de cabeça para Lula e acende alerta máximo
Integrantes do primeiro escalão avaliam que o governo Lula enfrenta um período de instabilidade política em Brasília devido aos… LEIA MAIS!






