
Flávio Bolsonaro teve uma forte vantagem eleitoral em áreas classificadas como de influência de milícias no Rio de Janeiro e esse desempenho estaria relacionado ao histórico de vínculos políticos e controvérsias envolvendo milicianos.
O candidato do PL à Presidência foi o mais votado em 86% dos locais de votação situados em áreas controladas ou sob influência de milícias na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo o levantamento, feito a partir do cruzamento de dados do TSE com o mapeamento de áreas de milícias, Flávio Bolsonaro liderou em 268 locais de votação, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva liderou em 43.
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Matéria de Mateus Salomão e Bruna Lima na coluna de Tácio Lorran no Metrópoles informa que os locais de votação nessas áreas renderam mais de 440 mil votos para Flávio e cerca de 318 mil votos para Lula, com forte concentração na Zona Oeste do Rio.
O mapeamento das áreas de milícia foi baseado no Mapa de Grupos Armados, produzido pelo Instituto Fogo Cruzado em parceria com o GENI-UFF (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF).
Episódios já divulgados envolvendo a relação política da família Bolsonaro com milicianos chamam a atenção, incluindo a contratação de familiares de Adriano da Nóbrega no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro destinou uma emenda parlamentar para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto (“Peixe”), apontado como miliciano condenado por envolvimento no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. A Polícia Federal encontrou indícios de desvio dos recursos e mensagens relacionadas à negociação da emenda.
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