
Enquanto a oposição se mobiliza e parte dos evangélicos repercute a polêmica do Carnaval, o Palácio do Planalto mantém a tranquilidade sobre episódio envolvendo Lula.
De acordo com o site CNN, o governo avalia que o desgaste acumulado com o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente petista na Marquês da Sapucaí, vai se dissipar rapidamente e não deve contaminar a pré-campanha eleitoral.
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Planalto trata reação de evangélicos a homenagem a Lula como temporária
A convicção entre assessores presidenciais é de que o assunto, embora barulhento nas redes sociais, não causará danos irreversíveis à popularidade de Lula junto ao eleitorado evangélico.
Para aliados de Lula o burburinho vai passar. De acordo com fontes do Planalto, o episódio agitou a internet, mas não terá fôlego para se transformar em queda nas pesquisas de intenção de voto. A aposta é que, em algumas semanas, o tema estará devidamente esquecido.
Enquanto isso, outras preocupações ganham destaque nos corredores ministeriais. A crise envolvendo o Banco Master e sua liquidação extrajudicial é apontada internamente como uma fonte de instabilidade bem mais perigosa, com consequências imprevisíveis para o cenário político e econômico.
De acordo com assessores presidenciais, o governo reconhece que o diálogo com os evangélicos, de forma geral, sempre foi um terreno delicado e que exige atenção especial. A avaliação interna, no entanto, é que a homenagem na Sapucaí não será um fator decisivo para aprofundar essa dificuldade.
Do ponto de vista jurídico e estratégico, a situação é vista com ainda mais tranquilidade. Nos bastidores, auxiliares de Lula comemoram uma intervenção de peso que evitou dores de cabeça maiores.
Segundo relatos, houve um empenho forte de pessoas próximas para convencer a primeira-dama Janja da Silva e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a não desfilarem na Marquês de Sapucaí. Com o recuo das duas, os riscos de enquadramento legal foram drasticamente reduzidos.
Para interlocutores do Planalto, eventuais ações movidas por partidos de oposição no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não representam perigo real. O entendimento é que, sem a participação de figuras do alto escalão do governo na avenida, a batata quente fica nas mãos da escola de samba e longe do colo do Planalto.
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