
A campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou força no segundo turno graças a uma estratégia de mobilização digital centrada no canal de WhatsApp “Exército de Lula”, criado e coordenado pelo deputado André Janones.
A BBC de Londres noticiou que o grupo chegou a reunir 10,8 milhões de seguidores e incentivava apoiadores a compartilhar conteúdos, impulsionar hashtags e recrutar novos eleitores.
Segundo aliados, a iniciativa ajudou a reverter uma desvantagem de Lula contra Flávio Bolsonaro em apenas três semanas, algo considerado improvável por muitos observadores. A estratégia marcou uma mudança importante, já que grupos conservadores ligados ao bolsonarismo eram historicamente vistos como mais fortes na mobilização política online.
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As mensagens de Janones seguiam uma lógica militarizada, com instruções frequentes para que os seguidores cumprissem “missões” nas redes sociais. O deputado também promoveu transmissões ao vivo e coordenou campanhas para ampliar o alcance do conteúdo pró-Lula.
Especialistas, porém, alertam que é impossível medir quantos votos foram conquistados diretamente por essa atuação digital. Para cientistas políticos, o sucesso da campanha resultou da combinação entre mobilização online e trabalho de base nas ruas. A campanha de Lula também ajustou seu discurso, explorando preocupações dos eleitores sobre direitos sociais e programas governamentais.
Analistas destacam ainda que Lula reconheceu fragilidades em sua estratégia inicial e adaptou sua comunicação, enquanto seu adversário teria demonstrado excesso de confiança na reta final.
Após a vitória, Lula agradeceu publicamente a Janones, chamando-o de “nosso general”, e afirmou que a experiência mostrou a importância da participação popular e da comunicação digital, sinalizando que pretende dar mais espaço a essas ferramentas em seu governo.







