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Irmão de Bolsonaro processa escola que homenageou Lula e debochou de conservadores na Sapucaí

Renato Bolsonaro alega que desfile na Sapucaí ridicularizou famílias conservadoras e fez propaganda eleitoral irregular.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Jair e Renato Bolsonaro
Renato Bolsonaro é irmão do ex-presidente e entra com ação contra escola de samba que homenageou Lula (Foto: Reprodução)

O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo (15), virou alvo de uma nova batalha judicial.

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Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, protocolou uma representação no Ministério Público Federal contra a agremiação, acusando a escola de usar o espetáculo para atacar a direita e promover o atual chefe do Executivo.

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Irmão de Bolsonaro afirma que desfile em homenagem a Lula ridicularizou famílias conservadoras

No documento, Renato sustenta que a apresentação ultrapassou os limites da liberdade artística ao ridicularizar valores conservadores. “Houve tratamento jocoso às famílias e pessoas que assim se identificam, o que pode levar ao desestímulo ao eleitor médio a votar em pessoas que gravitam naquele espectro”, argumenta.

O irmão do ex-presidente lista uma série de elementos que, segundo ele, configuram propaganda eleitoral antecipada. A letra do samba-enredo, aponta, faz menção direta ao número 13 e ao jingle da campanha de Lula.

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Além disso, durante a transmissão do desfile, integrantes da escola teriam reproduzido com as mãos o gesto em formato de “L”, símbolo amplamente utilizado pelo petista em suas disputas eleitorais.

“Na letra da canção há citação expressa do número partidário do Representado, LULA e, para piorar a situação, integrantes da ESCOLA DE SAMBA executavam gesticulação com as mãos, simbolizando a letra “L”, que, igualmente, foi meio já usado em campanha por LULA”, afirmou Renato.

A representação também destaca a forma como Jair Bolsonaro foi retratado na avenida. A escola utilizou a figura do palhaço Bozo em dois momentos: na comissão de frente, onde atores encenavam Lula ao lado dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer, e em um carro alegórico que exibia uma grande escultura do personagem atrás das grades. Para Renato, a associação do irmão a um palhaço configura tratamento jocoso e desrespeitoso.

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O desfile ainda contou com uma ala intitulada “Neoconservadores em Conserva“, na qual figurantes vestiam fantasias que simulavam latas de mantimentos. O rótulo estampava a imagem de um casal com dois filhos e a inscrição “família em conserva”, interpretada por setores da direita como uma ironia às famílias tradicionais e aos evangélicos.

A ofensiva contra a homenagem a Lula não partiu apenas de Renato Bolsonaro. No Congresso, a oposição apresentou dezenas de ações questionando o desfile sob alegações de intolerância religiosa e propaganda eleitoral irregular.

O PL, partido do ex-presidente, anunciou que protocolará uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar abuso de poder político e econômico, uso indevido de recursos públicos e possível utilização da máquina pública em benefício do petista.

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Amanda Souza
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