
A primeira-dama Janja da Silva utilizou um voo da Força Aérea Brasileira para viajar de Brasília ao Rio de Janeiro em 6 de outubro do ano passado, acompanhando ministras em agendas oficiais. A passagem pela capital fluminense, no entanto, incluiu uma visita ao barracão da Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval deste ano.
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A agenda oficial registra apenas a participação de Janja em um evento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, solicitado pela ministra Luciana Santos, com a presença da ministra Anielle Franco. A visita ao barracão não aparece no documento enviado à FAB, embora não seja ilegal que a primeira-dama integre o voo.
Regras, comitiva e questionamentos
A viagem também contou com assessores do gabinete presidencial, incluindo fotógrafos e equipe de apoio. O decreto que regulamenta o uso das aeronaves governamentais — assinado em 2020 por Jair Bolsonaro — exige apenas justificativa do motivo do voo e a lista completa dos ocupantes. A pasta da Ciência e Tecnologia informou oficialmente apenas a conferência sobre oceanos.
Apesar da legalidade, a parada no barracão chamou atenção, já que o enredo sobre Lula gerou ampla repercussão nas redes antes mesmo dos desfiles.
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Diante das polêmicas, o governo federal reafirmou que não houve interferência na criação ou escolha do enredo. Em nota à imprensa, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência reforçou que não existiam decisões judiciais que impedissem a apresentação.
A Advocacia-Geral da União ainda recomendou consultas à Comissão de Ética, que orientou autoridades federais sobre condutas apropriadas — incluindo evitar convites que possam configurar conflito de interesses ou propaganda eleitoral antecipada.
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