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Lula aponta “falcatrua” em escândalo do Banco Master e BRB

Presidente afirma que governo vai apurar relação das instituições e destino de dinheiro público.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Lula Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a palavra “falcatrua” para se referir à relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), nesta quinta-feira (5).

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Em entrevista ao UOL, Lula afirmou que o governo federal pretende investigar a fundo o caso, incluindo a destinação de recursos públicos.

“Qual é a falcatrua que existe entre o Banco Master e o Banco de Brasília? Quem está envolvido?”, questionou o presidente, ao destacar a necessidade de apuração.

Lula defende Lewandowski e marca limite de atuação

Durante a conversa, Lula também comentou a atuação do ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria ao Banco Master antes de assumir o cargo. O petista saiu em defesa do jurista, afirmando: “O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade. O Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco”.

O presidente completou: “Quando eu o convidei para vir, ele saiu do banco. Não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa nesse país. Todo mundo”.

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Sobre a investigação, Lula compartilhou o objetivo do governo: “O que é importante ter claro é que nós vamos a fundo nesse negócio. Nós queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro, o Estado do Amapá, colocaram o dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco”.

O presidente, no entanto, fez questão de marcar os limites de sua atuação, afirmando que não pretende interferir nas instituições responsáveis pelas investigações.

“Eu tenho todo o cuidado de não extrapolar os limites da função do presidente da República. Eu não sou Polícia Federal, eu não sou Banco Central e não sou Ministério Público. E muito menos eu tenho o poder, sabe, de interferir nas decisões da Suprema Corte”, explicou.

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E acrescentou sobre sua postura: “Eu faço aquilo que cabe ao presidente fazer. Eu chamei as pessoas que estão subordinadas à minha orientação, mais a Procuradora Geral, que é independente, que é quem faz as ações, para dizer o seguinte, é preciso que a gente vá a fundo nisso”.

Amanda Souza
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