
O Ministério da Educação (MEC) realizou uma drástica mudança de prioridades orçamentárias em 2025, reduzindo investimentos em pilares da educação básica para concentrar esforços no programa Pé-de-Meia, carro-chefe do governo Lula para combater a evasão no ensino médio.
O corte mais expressivo atingiu os programas de alfabetização. Os gastos nessa área sofreram uma queda de 42% no ano, passando de aproximadamente R$ 791 milhões em 2024 para apenas R$ 459 milhões em 2025, já descontada a inflação.
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Lula corta repasses e transfere custo do tempo integral para estados e municípios
A situação foi ainda mais radical no ensino em tempo integral. Após uma mudança constitucional que vinculou parte dos recursos do Fundeb a essa política, o MEC praticamente parou de fazer repasses diretos.
Enquanto a pasta investiu R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024, o valor despencou para irrisórios R$ 75,8 milhões em 2025.
Dessa forma, o custeio do tempo integral passou a depender quase exclusivamente dos recursos que já são garantidos constitucionalmente aos estados e municípios, o que, segundo especialistas, enfraquece o papel redistributivo do fundo e a capacidade de o governo federal induzir políticas nacionais.
A estratégia deixa claro o foco da gestão: recursos federais estão sendo realocados do financiamento direto de políticas consolidadas, como alfabetização e tempo integral, para a aposta no programa Pé-de-Meia, considerado uma bandeira política central da atual administração.
Isso gerou bastante críticas tanto da oposição quanto dos próprios eleitores do petista, que avaliaram que essa medida pode prejudicar, sobretudo, as crianças mais carentes.
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