Lula ‘dá fora’ em Trump e deve recusar convite para “conselho de paz” após ataques dos EUA

Governo vê falta de credibilidade em iniciativa americana

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
PT de Lula repudia ações de Trump (Foto: Montagem/Agência Brasil)
Lula e Trump (Foto: Montagem/Agência Brasil)

O presidente Lula (PT) já bateu o martelo: o Brasil não vai aceitar o convite de Donald Trump para integrar o Conselho de Paz.

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A decisão, que já era conversada nos bastidores, ganhou força após os ataques no Oriente Médio. A informação é do CNN Brasil.

Lula deve recusar proposta de Trump

De acordo com integrantes do governo brasileiro consultados pela reportagem, a escalada bélica no Oriente Médio inviabiliza ainda mais qualquer perspectiva de aliança. Nos bastidores, a avaliação é de que a credibilidade do Conselho de Segurança está cada vez mais comprometida. Além disso, diplomatas brasileiros criticam duramente a omissão do colegiado, que sequer promoveu debates prévios sobre a escalada no território iraniano.

A avaliação interna é que a proposta americana nasce sem credibilidade. Para os assessores de Lula, não faz sentido embarcar em uma iniciativa que ignora os canais tradicionais de diplomacia, como a ONU, e ainda tenta empurrar soluções de fora para dentro de conflitos complexos.

Apesar da negativa, a estratégia do governo petista é não criar um mal-estar direto com a Casa Branca. A ideia é, durante o encontro entre os presidentes marcado para a segunda quinzena de maio, redirecionar a conversa.

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Antes mesmo dos bombardeios no Irã, Lula já havia sinalizado a Trump que o foco do tal conselho deveria ser exclusivamente a crise humanitária em Gaza, incluindo um assento para a Palestina na mesa de negociações.

Diplomatas brasileiros também já haviam colocado uma pulga atrás da orelha do Planalto. O temor era de que o novo órgão criado por Trump passasse por cima das decisões do Conselho de Segurança da ONU, criando uma perigosa sobreposição de poderes.

A visita de Lula a Washington, que ainda não tem data confirmada, promete ser o palco desse verdadeiro “não, obrigado”. A justificativa oficial deve ser a defesa inegociável do multilateralismo e do respeito às regras internacionais.

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Amanda Souza
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