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Lula ordena silêncio e distância do caso Master após encontro às escondidas com banqueiro

Medo é que fraude contamine imagem do governo.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Presidente Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Lula (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em campanha urgente para proteger seu governo, tentando impedir que a crise explosiva do Banco Master respingue em sua equipe e manche sua imagem.

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A tática de guerra, traçada nos bastidores, é simples: fingir normalidade e jogar a batata quente para outras mãos.

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De acordo com informações, a ordem direta de Lula aos seus ministros é clara: o governo não pode, de forma alguma, parecer encurralado ou na defensiva.

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O objetivo é evitar que o escândalo de fraude “contamine a imagem do governo, nem coloque em dúvida a atuação de instituições”.

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Para isso, a estratégia pública será repetir até a exaustão que a Polícia Federal e o Banco Central têm total autonomia para investigar, defendendo que “a fraude do Master deve ser investigada tecnicamente, sem interferência política”.

Nos corredores do poder, no entanto, a realidade é outra. Auxiliares próximos admitem, em off, que o presidente está visivelmente preocupado com o desgaste político que a teia de suspeitas pode causar. O principal ponto de tensão é a condução das investigações pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que tem o poder de ampliar o raio do escândalo.

A máscara de tranquilidade começou a rachar após a revelação de um encontro secreto. Lula se reuniu, fora da agenda oficial e a portas fechadas, com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em dezembro do ano passado. O encontro foi um pedido do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na conversa, conforme apurou, “o banqueiro apontou as dificuldades do banco, mas ouviu de Lula que o assunto seria tratado, exclusivamente, pelo Banco Central”.

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Coincidência ou não, ainda em dezembro, Lula também esteve com Dias Toffoli, na presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O bate-papo aconteceu justamente quando o ministro do STF avançava nas discussões sobre o caso e impunha sigilo à investigação.

O caso ganhou um novo e bombástico capítulo com a revelação de que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mantinha um contrato milionário com o Banco Master. Lewandowski afirmou que “a consultoria ocorreu no período em que atuava na advocacia privada e que se retirou do escritório após ingressar no governo”.

O presidente determinou que seus aliados evitem qualquer reação que demonstre medo ou nervosismo com os próximos passos da investigação.

Com informações CNN*

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Amanda Souza
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