
O governo Lula recebeu com desconfiança um convite inusitado de Trump. Em uma carta enviada na sexta-feira (16), o presidente americano convidou o Brasil para integrar um “Conselho Executivo Fundador” voltado à paz global, uma proposta que está sendo interpretada com resistência pelo Planalto.
As primeiras análises da equipe de Lula apontam que o modelo sugerido concentra um poder excessivo nas mãos de Trump.
+ Lula “sacrifica” ministra Gleisi em jogada arriscada pelo Senado
Lula vê ameaça em ‘Conselho da Paz’
Na prática, o conselho proposto teria a capacidade de se intrometer em diversos conflitos pelo mundo, com o presidente americano no comando das decisões sobre a pauta e a composição do grupo.
A avaliação interna é de que a iniciativa, da forma como está desenhada, busca se sobrepor ao Conselho de Segurança da ONU, órgão máximo para questões de paz e segurança internacional.
“A declaração da Casa Branca, na sexta-feira (19), afirmava que o plano ainda está em fase de desenvolvimento e que membros adicionais do comitê ‘serão anunciados nas próximas semanas’. Além do Brasil, também foram convidados Argentina, Canadá, Paraguai, Turquia e Egito”.
O comitê, que seria presidido pelo próprio Trump, inclui figuras próximas a ele, como seu genro Jared Kushner, e empresários bilionários.
Enquanto isso, a ordem no Palácio do Planalto é de cautela. O Itamaraty deve realizar consultas extensas, tanto internamente quanto com outros países convidados, antes de dar qualquer resposta definitiva ao polêmico convite, visto como uma manobra para ampliar a influência pessoal de Trump no cenário geopolítico.
+ Lula acusa Bolsonaro de ter milhões de seguidores só por falar bobagem
Nikolas Ferreira expõe ligação de Moraes e Toffoli em escândalo com Banco Master
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) fez graves acusações contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ligando-os a um suposto esquema… LEIA MAIS!






