
Nesta quarta-feira (21), entregadores de aplicativo fizeram uma motociata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. Entre as pautas do ato, estão também a defesa da democracia e a rejeição à proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de criar o regime de trabalho por hora trabalhada, em oposição ao fim da escala 6×1, aprovada no Congresso.
O ato foi convocado por MTST, VAT (Movimento Vida Além do Trabalho), Frente Povo sem Medo e o Movimento dos Trabalhadores sem Direitos. A deputada estadual reeleita Ediane Maria (PSOL) e o deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT) compareceram à manifestação.
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Nas bags, mochilas usadas para entrega pelos trabalhadores, era possível ver adesivos da campanha de Lula, contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e também contra o presidente americano, Donald Trump.
Os motoboys também levaram placas com os dizeres “Abre o sigilo, Flávio”, em referência ao desafio feito por Lula para que o adversário libere seus sigilos fiscal e telefônico.
A escolha por chamar o ato de motociata foi uma provocação à extrema direita, segundo JR Freitas (PSOL), liderança do movimento por direitos para os entregadores. “É proposital . O Bolsonaro ficou quatro anos fazendo motociata, mas, na verdade, quem estava na rua foram os empregadores. Do mesmo jeito que eles tomaram a nossa bandeira e a gente teve que trazer de volta, a gente está fazendo o mesmo com a motociata”, afirmou o líder sindical.
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Segundo ele, governo Lula falhou em entender os anseios dos entregadores, mas ainda existe esperança. “Esse trabalhador rejeita a CLT, mas não rejeita os direitos. Queremos a flexibilidade de horários, mas também uma regulamentação que traga direitos mínimos pra nós”, completou.
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