
Lula buscou em ato de campanha nesta quinta, em um mesmo discurso, articular temas de soberania nacional, combate ao crime organizado e necessidade de apoio político no Senado.
Em ato de campanha realizado em São Gonçalo (RJ), com famosos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou de forma categórica que “não cabe representação de miliciano no Palácio do Planalto”.
Lula retomou uma formulação que já havia utilizado em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, onde defendeu a soberania do Brasil frente a pressões externas e interesses ilegítimos.
“Da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, o Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro”, comentou.
O evento contou com a presença de aliados estratégicos, como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), a deputada Benedita da Silva (PT) e o deputado Pedro Paulo (PSD). Lula pediu votos concentrados nesses nomes para o Senado, reforçando a importância de construir uma base sólida de apoio parlamentar no estado do Rio de Janeiro.
Lula alertou que uma maioria da direita no Senado poderia comprometer seriamente a governabilidade, chegando a afirmar que isso poderia “transformar o país em um inferno”.
“Não se pode deixar a direita fazer maioria no Senado, senão eles vão transformar esse país em um inferno”, disparou.
Ele recomendou que os eleitores utilizem seus dois votos para o Senado de forma estratégica, dividindo-os entre Benedita da Silva e Pedro Paulo.
“Quem votar na Bendita, o segundo voto é em Pedro Paulo. Quem votar em Pedro Paulo, o segundo voto é na Benedita. Não tem essa de eu gostar ou não gostar. Vocês têm que votar no Brasil”, ordenou.
A menção às milícias ganhou peso porque ocorreu em meio a reportagens sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e uma emenda parlamentar destinada a um projeto ligado a pessoas investigadas no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.







