Nunes Marques avalia soltar Jair Bolsonaro nos próximos dias

Jair Bolsonaro pode ser solto

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Jair Messias Bolsonaro
Jair Messias Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Redes @jairbolsonaro)

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques, do STF e atual presidente do TSE, pretende analisar após o segundo turno o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para revisar sua condenação relacionada à trama golpista.

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O ministro estaria considerando até mesmo conceder uma decisão liminar que permita a soltura de Bolsonaro.

De acordo com o texto, a análise teria sido adiada para depois da eleição a fim de evitar que qualquer decisão fosse interpretada como interferência na disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Kassio Nunes Marques
Kassio Nunes Marques – Foto: Reprodução/CNN Brasil

Nunes Marques vê possíveis “exageros” na condenação, especialmente em relação ao exercício da defesa e ao tamanho da pena. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses e cumpre a sentença em regime domiciliar.

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O tema tem relevância política porque Flávio Bolsonaro teria manifestado a intenção de conceder indulto ao pai caso vença a eleição, mas isso só poderia ocorrer após assumir a presidência. Uma eventual decisão judicial antes disso poderia permitir que Bolsonaro participasse de uma posse em janeiro de 2027.

Não haveria consenso no STF sobre a revisão da condenação. Ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes seriam apontados como contrários à revisão, enquanto André Mendonça e Luiz Fux tenderiam a acompanhar algum tipo de revisão da pena.

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou contra o pedido de revisão. O procurador-geral Paulo Gonet defendeu a rejeição do recurso, afirmando que a condenação se baseou em um “vigoroso conjunto probatório”.

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“O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática“, declarou o procurador-geral.

Vinícius Carvalho
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