Polícia Federal continua processo que pode levar à demissão de Eduardo Bolsonaro

O procedimento foi instaurado em 08 de setembro de 2025 pela Corregedoria-Geral da corporação

Núcia Ferreira
Núcia Ferreira
Jornalista carioca com passagens pelas revistas Conta Mais, TV Brasil e TV Novelas. No site Área VIP, além de redatora, é repórter especialista em Celebridades, TV e Novelas.
Eduardo Bolsonaro – Reprodução redes sociais

Nesta terça-feira (03), a Polícia Federal  notificou,  por edital, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suspeita de improbidade administrativa.

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Escrivão de carreira da PF, Eduardo está nos Estados Unidos desde março do ano passado e encontra-se afastado preventivamente. O procedimento foi instaurado em 08 de setembro de 2025 pela Corregedoria-Geral da corporação e apura indícios de condutas que, segundo avaliação preliminar, podem estar relacionadas a crimes contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito. As informações são do jornal O Globo.

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Em análise inicial, conforme apurou a coluna, a PF avalia que os fatos podem enquadrar o filho do ex-presidente em ato de improbidade — infração disciplinar grave que pode resultar em demissão. A corporação estima que o caso possa ser concluído em prazo de 120 dias.

O edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) informa que Eduardo está em “lugar incerto e não sabido”, o que levou à notificação por edital. A partir da publicação, ele terá prazo de 15 dias para apresentar defesa, sob pena de revelia — quando o processo segue independentemente da manifestação do acusado.

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Fora do país

Atualmente, o filho do ex-presidente está afastado das funções por faltas injustificadas, após não assumir posto na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ). O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde março do ano passado e afirma que não retornará ao Brasil por se considerar alvo de perseguição política.

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Em novembro do ano passado, a Primeira Turma da Corte aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na peça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo teria atuado de forma reiterada para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares.

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Núcia Ferreira
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