
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, protocolou nesta semana uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O motivo? A distribuição de adesivos com a foto do senador ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, promovida pelo ex-ministro Gilson Machado no Nordeste.
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A ação petista era esperada. Já na terça-feira (17), o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliava recorrer à Justiça Eleitoral contra a iniciativa. Agora, o ataque veio oficialmente.
O material apreendido é claro: o adesivo traz a inscrição “O Nordeste está com Flavio Bolsonaro 2026” , estampada ao lado de uma fotografia do pré-candidato e de seu pai, Jair Bolsonaro. Para o PT, a peça ultrapassou os limites do permitido antes do período eleitoral oficial.
Na legenda do vídeo em que mostra a distribuição, Gilson não escondeu o entusiasmo. O ex-ministro disse que está “fazendo trabalho de formiguinha” e ressaltou que “fizeram fila para adesivar” , citando diretamente o perfil de Flávio. A declaração virou prova nos autos.
Na representação, Lindbergh Farias afirma que o conteúdo tem o objetivo claro de “promover, perante o eleitorado, a futura candidatura, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral” .
“Constata-se estratégia clássica de antecipação de campanha eleitoral, cujo propósito é construir capital político antes do marco legal permitido, em evidente tentativa de obter vantagem indevida em relação aos demais potenciais candidatos” , ressalta o líder partidário no documento.
Lindbergh vai além e aponta o dedo direto no alvo. Ele afirma que Flávio é o “beneficiário direto, exclusivo e inequívoco da propaganda irregular” . Por isso, pede medida urgente: a interrupção imediata da distribuição dos adesivos, aplicação de multa tanto para Gilson quanto para Flávio, e que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.
Por outro lado, Gilson disse que queria exatamente que o PT ingressasse com o pedido judicial. E mais: prometeu devolver na mesma moeda.
“Eu também vou entrar com representação pelo uso de dinheiro público para propaganda eleitoral antecipada na escola de samba” , afirmou Gilson, em clara referência à homenagem a Lula no desfile da Acadêmicos de Niterói.
Gilson fez questão de se defender das acusações. Disse que bancou os adesivos com recursos próprios e que disponibiliza a imagem em suas redes sociais “para quem quiser fazer e baixar” , sem qualquer envolvimento de dinheiro público.
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