
A oposição ao governo federal aproveitou o período de Carnaval para mirar suas críticas em um alvo específico: a homenagem que a escola de samba Acadêmicos de Niterói preparou para o presidente Lula.
Isso porque, segundo o analista de Política do CNN, Matheus Teixeira, apesar das suspeitas levantadas por setores da oposição, a questão orçamentária não configura, a princípio, ilegalidade no financiamento do desfile.
A distribuição de recursos públicos para as escolas de samba obedece a um padrão definido pela Embratur, que repassa o mesmo valor a todas as entidades do grupo especial. Diante de questionamentos, o TCU foi acionado e decidiu que não seria cabível cortar o financiamento de uma agremiação específica por sua escolha temática, preservando o repasse às demais.
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Samba-enredo contém letra que pode ser entendida como pré-campanha
O que pode preocupar questões na justiça eleitoral posteriormente é a letra do samba-enredo. A canção contém menções ao número 13, associado ao PT: “Número 13 é justamente como o PT vai pedir voto, porque para votar no presidente Lula tem que votar no número 13”, observou Teixeira.
O analista fez questão de pontuar o impacto positivo da festa popular na economia. O financiamento público do Carnaval, segundo ele, traz retorno econômico para o país. “É uma festa que movimenta muito dinheiro, gera emprego, gera renda. Muito pelo contrário de ser um investimento que não tem retorno, tem retorno, gera riqueza para a cidade, gera riqueza para o país”, afirmou.
Até o momento, a Justiça Eleitoral optou por não interferir na realização do desfile. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu não intervir previamente no desfile, mas deixou claro que está atento à situação.
Janja marcará presença na pista de desfiles como integrante da escola. Lula acompanhará a festa das arquibancadas especiais do sambódromo. Já os ministros com aspirações eleitorais foram desaconselhados a participar da celebração para evitar questionamentos.
“O presidente Lula não vai participar do desfile, mas vai poder usar as imagens na campanha? Em 2022, o TSE não autorizou o então presidente Jair Bolsonaro usar as imagens do 7 de setembro na campanha”, concluiu o analista.
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