
Um duro golpe nos planos de articulação política do Palácio do Planalto, mais precisamente de Lula, foi dado pelo ex-presidente Michel Temer.
Em entrevista à CNN, o dirigente do MDB avaliou como muito complicada a possibilidade de seu partido aceitar formar uma chapa conjunta para apoiar a reeleição do presidente petista.
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O principal obstáculo, segundo Temer, é uma “natural divisão do partido” em nível nacional. Atualmente, as bancadas do MDB nas regiões Sul e Sudeste do país representam a maior resistência interna a um acordo com o petista.
Esses segmentos, que adotam uma postura mais alinhada ao centro-direita e são críticos frequentes do governo Lula, possuem peso significativo e influência direta na cúpula nacional da legenda.
A resistência é tão conhecida que até a direção nacional do PT reconhece a dificuldade em conseguir uma aliança. Avalia-se, internamente, que caso o MDB aceite o convite, o candidato a vice-presidente na chapa de Lula precisaria, obrigatoriamente, vir de um estado do Sul ou do Sudeste para tentar amenizar a rejeição.
Diante desse cenário de divisão, a tendência que ganha força dentro do MDB é a de permanecer neutro na corrida presidencial de 2026 ou até mesmo lançar um candidato próprio. O nome do próprio Michel Temer já foi ventilado, mas não há consenso sobre essa possibilidade.
Apesar do recado claro, Lula ainda não desistiu de tentar atrair o MDB para sua coalizão. O presidente deu sinais de que a vaga de vice na chapa segue em aberto.
Em entrevista na semana passada, ao falar sobre o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), Lula disse que “ele tem uma missão em São Paulo”, indicando que a posição pode ser ocupada por outro nome em uma eventual estratégia de ampliação de alianças.
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