
Direto de Miami, nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) deu sua primeira entrevista desde que deixou o Brasil no último mês de outubro.
Em reportagem do jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira, 05 de novembro, Flávio Bolsonaro afirmou que arquitetou sozinho o plano de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, após a derrota sofrida nas eleições presidenciais, que confirmaram vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Foi tudo eu. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo. Como cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo comigo. Pode ter havido torcida, mas nada mais“, afirmou o senador brasileiro.
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De acordo com o próprio jornal, a versão de Flávio contrasta com relatos de autoridades norte-americanas, que apontam a aeronave executiva que o transportou até à Florida como sendo viabilizada por um assessor da Casa Branca e a sua entrada nos Estados Unidos autorizada pessoalmente por Donald Trump. O trajeto incluiu escalas no Equador e na Argentina — onde chegou a ser recebido por um dos principais assessores do presidente argentino.
Alvo de três inquéritos, incluindo investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro, Flávio afirmou ao jornal norte-americano que resolveu deixar o Brasil na manhã seguinte ao segundo turno das eleições, quando foi notificado por autoridades judiciais para entregar os seus passaportes no prazo de 24 horas.
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Flávio deixava o condomínio onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumpre prisão domiciliar, quando recebeu o documento. O senador relatou a conversa de despedida com o pai: “Ele me olhou nos olhos e disse: ‘Já sabe onde querem chegar com isto, não é?’ Eu disse: ‘Pai, já sei. E estou preparado, sei o que tenho de fazer’. Dei as costas e saí.”
Horas depois daquele encontro, Flávio chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais garantindo que entregaria os documentos e declarando: “Nunca pensei em deixar o país“. Pouco depois, desapareceu dos radares e desembarcou em território norte-americano 42 horas mais tarde.
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