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STJ afasta ministro Buzzi por assédio sexual

Tribunal decide que Marco Buzzi deve deixar cargo imediatamente.

Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista e redatora há 7 anos. Escrevo o que vejo, o que sinto e o que vivo. De MT para o mundo que ainda sonho em conhecer.
Ministro do STJ Marco Buzzi — Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Ministro do STJ Marco Buzzi (Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ)

O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão histórica ao afastar o ministro Marco Buzzi de suas funções, mesmo após ele apresentar um atestado médico de 90 dias.

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A medida, tomada em sessão extraordinária nesta terça-feira (10), visa garantir a apuração de denúncias de assédio sexual contra o magistrado, que agora terá suas atribuições suspensas enquanto correm investigações no próprio STJ, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Entenda as acusações envolvendo Buzzi

As acusações envolvem duas mulheres. A primeira denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Uma segunda possível vítima surgiu posteriormente, com relatos que chegaram ao CNJ.

Sobre o caso, a Corregedoria Nacional de Justiça informou oficialmente, durante a noite de segunda, que segue realizando diligências sobre o caso e relatou oitiva com possível nova “vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal”, confirmando a existência de um segundo procedimento em andamento.

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O caso ganhou publicidade após revelações da coluna Grande Angular e do portal Metrópoles, que detalharam a acusação inicial envolvendo a jovem que estava hospedada na casa de Buzzi em Balneário Camboriú (SC) durante as férias de janeiro.

A tentativa de Buzzi de evitar o afastamento através de um atestado médico de 90 dias, assinado por uma psiquiatra, não foi suficiente para convencer seus pares. O documento alegava que o ministro, portador de diabetes e hipertensão, necessitaria de acompanhamento neurológico devido ao tratamento medicamentoso.

A decisão do pleno, no entanto, prevaleceu, determinando que o magistrado deve ficar longe do cargo enquanto as graves acusações não forem devidamente investigadas.

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Amanda Souza
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