
Suzane von Richthofen voltou a ocupar os holofotes do noticiário policial e jurídico. Condenada por mandar matar os pais em 2002, a sobrinha do médico Miguel Abdalla Netto agora administra a herança de R$ 5 milhões deixada por ele. O tio foi encontrado morto em 9 de janeiro, na residência dele, na Bela Vista, Zona Sul de São Paulo.
Ela informou à Justiça que retirou o carro Subaru do tio e mandou soldar o portão e a porta da casa. A justificativa foi uma invasão seguida de furto no imóvel após a morte do médico.
+ Governo Lula é reprovado por 54,7% dos brasileiros
Suzane von Richtofen vira inventariante exclusiva da herança do tio
Imagens de câmera de monitoramento, obtidas em 18 de janeiro, mostram um homem pulando o muro, abrindo o portão e carregando objetos para uma van com a ajuda de um motorista. A Polícia Civil investiga o caso.
No documento apresentado ao processo de inventário, os advogados de Suzane afirmam que a cliente, acompanhada de um primo de Miguel, agiu para preservar os bens. Segundo a sobrinha, tratou-se de uma medida emergencial para preservar os bens de Miguel.
Suzane informou ainda que o automóvel está com ela em um local seguro, sem uso, e permanece à disposição da Justiça. De acordo com policiais, o Subaru estaria em Bragança Paulista, no interior do estado, onde ela mora.
A retirada do veículo ocorreu antes da decisão judicial que tornou Suzane inventariante da herança. Ou seja: posteriormente, ela foi oficialmente nomeada como a única responsável por administrar os bens do tio até a definição da partilha. Durante esse período, está proibida de transferir, usar ou vender qualquer item do patrimônio, devendo apenas zelar por ele.
A prima do médico, Carmem Silvia Gonzales Magnani, 69 anos, registrou dois boletins de ocorrência. Um por furto e outro acusando Suzane de retirar objetos sem autorização judicial, incluindo o carro. Em depoimento à polícia na terça-feira (10), porém, Carmem não apontou suspeitos pelo crime.
A polícia não considera que o carro tenha sido furtado. Os investigadores entendem que o fato de Suzane ter ficado com o veículo não caracteriza crime.
Suzane e Carmem disputam na Justiça o patrimônio milionário. Como Miguel era solteiro, não tinha filhos e não deixou testamento, cabe ao Judiciário decidir a partilha.
A legislação sucessória determinou que a herança deverá ser dividida entre os sobrinhos do médico. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, ainda não se manifestou no processo. Sua advogada informou ao g1 que nem ela nem o cliente irão comentar o assunto.
As advogadas de Carmem afirmaram que vão recorrer da decisão que colocou Suzane como única inventariante. Os advogados de Suzane não foram localizados.
Flávio Bolsonaro desafia rivais da direita e projeta segundo turno contra a esquerda
Em meio a uma disputa política que se desenha no campo da centro-direita, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) enviou um recado… LEIA MAIS!






