
A conexão Brasil-África será o mote de ‘A Nobreza do Amor’, próxima novela das seis da Globo, que estreia no dia 16 de março. Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (04), na qual o Área Vip esteve presente, Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr, autores do folhetim, garantiram que a história conta com uma base forte na realidade.
“É um universo fabular, temos elementos ficcionais, mas não é necessariamente fantasioso. São dois universos singulares que bebe muito da realidade de pesquisas históricas”, afirmou Júlio. “Principalmente Batanga (reino fictício), fizemos pesquisas em culturas africanas e elementos de várias Áfricas. Tem uma linguagem fabular sim, esse universo te proporciona lançar a mão de várias referências da literatura e aqui tivemos coisas muito calcadas em uma pesquisa histórica”, completou Duca Rachid.
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Duca ainda falou da importância do continente africano. “A gente ficou muito encantado por essa imagem: um amor entre dois continentes reunidos pelo mar. Um amor que une e separa os dois continentes. É importantíssimo falar da África dessa forma, não como um celeiro de escravizados. Por que a gente não fez isso antes?”, afirmou.
Elisio também deu a sua visão da obra. “A gente fez um levantamento de figuras históricas, de princesas que existiram no continente africano, de reis, de vilões, de conflitos. A partir desse grande apanhado, a gente foi construindo uma história que não era a história de nenhuma delas, mas que trazia pedaços. Esses fatos aconteceram, então a gente tem inspiração para cada personagem criado e na história do Brasil também dos anos vinte a gente também fez um levantamento”, disse o escritor.
Elísio ainda lembrou suas origens. “Sou de Salvador (BA) e, desde menino, vejo essa imagem da nobreza em lugares que não são de acesso para o Brasil inteiro. Me lembro de estar no Ile Aiyê, que elege a deusa do Ébano, cultuada como uma princesa, como a rainha do bloco e tem um trono que dança e todos reverenciam. Tem um ritual de realeza que acontece diante dos tambores. Em diversas esferas da cultura popular do Brasil, como folguedos, quadrilhas e o Maracatu, você encontra esse lugar da nobreza preta que advém dessa junção com o continente africano”, completou o autor.
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Júlio Fischer falou da representatividade do negro na trama. “Queríamos contar a história de uma princesa negra. Essa preocupação vai do primeiro ao último capítulo, e esse propósito está desde a primeira semente da trama. O Brasil sempre viu a África por um olhar primitivo e quisemos resgatar um lado nobre que não foi explorado por aqui”, garantiu.
Gustavo Fernandez, diretor artístico da obra, ressaltou a diversidade da novela. “É um folhetim bem tradicional que potencializa todos os elementos. Tem romance, intriga, humor, mas é uma novela que tem muita aventura. O tempo todo estamos tentando manter isso sempre pulsante”, afirmou.
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