Lia - Raquel (Munir Chatack / Record TV)
Lia – Raquel (Munir Chatack / Record TV)

Saiba mais sobre a nova minissérie da Record TV, ‘Lia‘, que estreia nesta terça-feira, dia 26.

Jacó foi o progenitor da Nação Judaica. Ele teve doze filhos, que deram nome às doze Tribos de Israel. Esses filhos nasceram de suas esposas: as irmãs, Lia e Raquel; e de suas concubinas: Bila e Zilpa. Essa é a história dessas mulheres.

Labão, pai de Lia e Raquel,  não é um homem de fé, pelo contrário. Astuto, oportunista e enganador, o que lhe interessa  é o lucro. Ele vive com sua família (esposas, concubinas e filhos) e servos em suas terras, habitando em tendas, na área rural da cidade de Harã (Mesopotâmia). Possui rebanhos, plantações, e todos trabalham para o sustento dessa comunidade patriarcal sob seu comando.

Labão é neto de Naor, irmão de Abraão. Ele é filho de Betuel, e irmão de Rebeca, que se casou com Isaque (filho de Abraão). Nessa época era comum o casamento entre primos a fim de preservar a propriedade e a identidade familiar.

Quando Abraão partiu para Canaã, esse ramo da família permaneceu em Harã, onde as crenças pagãs eram bem fortes e disseminadas.

Lia (8 anos), filha de Labão, é uma menina doce e tímida, que vive sob o jugo de seu pai, um homem insensível e violento, e de seus meios-irmãos, criados à imagem do pai. Sua mãe lhe passou algo sobre a fé no Deus de Abraão, mas ela morre no parto de sua irmã, Raquel.

Lia, então com oito anos, perde a única pessoa que lhe dava algum carinho e atenção e assume os cuidados de sua irmãzinha. Nessa dura tarefa, ela conta com a ajuda de Zilpa (8 anos), serva de seu pai, dando início a uma forte amizade.

Raquel cresce e se torna uma moça belíssima. Lia não é bela como a irmã e guarda os olhos tristes de quem perdeu a infância.

Enquanto Lia é prendada nos afazeres domésticos e talentosa cozinheira, Raquel prefere as atividades ao ar livre, como o pastoreio. Embora esta seja uma tarefa normalmente dada a um homem, Labão não se importa. A partir do momento em que Raquel saiba cuidar do rebanho, a segurança da filha não o preocupa tanto.

A serva Zilpa sofre realizando as tarefas mais árduas como cuidar dos porcos, recolher lenha, trabalhar na plantação, etc. Além disso, pena nas mãos de Labão e seus filhos que a veem como mero objeto, abusando dela. Ciente de sua situação como serva, ela obedece e aguenta as provações sem se revoltar, procurando ver o lado bom das coisas. Sempre otimista, de bom coração, Zilpa desafia o sofrimento com um sorriso no rosto, usando o véu da leveza para esconder suas feridas profundas.

Lia (24 anos), Raquel (17 anos) e Zilpa (24 anos) dividem a mesma tenda, mas apenas Lia e Zilpa partilham seus sonhos, frustrações, alegrias e tristezas.  Quando Bila (12 anos), é comprada como serva por Labão, Lia e Zilpa acolhem a menina entre elas. Raquel não tem a mesma generosidade e pouco se importa com uma serva.

Lia e Zilpa se unem para sobreviver nesse universo masculino. Enquanto Lia guarda os ensinamentos sobre o Deus de Abraão e os passa para Zilpa, Raquel prefere continuar com os hábitos e crenças pagãs.

Raquel é uma força da natureza, linda, e mimada, sempre conquistando o que deseja com seu modo sedutor de agir.  Enquanto Raquel cresce confiante, sabedora de seus encantos femininos e a procura de um marido rico e que lhe traga muitos benefícios, Lia se sente o patinho feio da família. Apesar de ser mais sábia e  madura que as outras mulheres, ela não consegue suplantar sua insegurança e está sempre tentando agradar a todos em busca de aprovação. Em seu íntimo, Lia sonha em encontrar um homem que a ame perdidamente e que a faça a mulher mais feliz do mundo.

Labão é um homem rude, trata mulheres como seres inferiores, que devem servi-lo e obedecê-lo, sem direitos maiores do que receber comida e uma tenda sobre a cabeça. Suas filhas são apenas moeda de troca num casamento, nada mais que isso. Quando Jacó, filho do rico Isaque, chega à Harã, Labão recebe o sobrinho com bons olhos, visando tirar algum proveito dele.

Jacó é filho de Rebeca, irmã de Labão que chega de Canaã à procura do tio, buscando guarita e uma mulher para desposar.

Antes de Jacó nascer, Deus disse que ele seria pai de uma nação forte e que seria exaltado acima do seu irmão gêmeo, Esaú (Gênesis 25:23). Mas Jacó usa de artimanhas para tirar a progenitura do irmão e acaba fugindo de Canaã com medo da ira de Esaú. Ao invés de confiar que o Senhor lhe daria tudo o que prometeu, Jacó segue usando de astúcia e esperteza para conseguir as coisas de seu jeito.

Até Jacó reconhecer que o Deus de seu pai Isaque e de seu avô Abraão, é também o seu Deus, a jornada será longa, árdua e com muitos dissabores …

É esse homem, que acha que consegue tudo graças à sua esperteza, que tenta barganhar com Deus a sua proteção (Gn 28:20-21) que chega a Harã em busca de uma esposa entre sua parentela, seguindo o conselho de seu pai.

Ele conhece Raquel e logo se apaixona perdidamente. Ela o leva até Labão, que o recebe de braços abertos, oferecendo trabalho.

Ao longo da história, veremos que Labão e Jacó estão sempre disputando para ver quem é mais esperto, tentando tirar vantagem um do outro. Por conta do voto que Jacó fez com Deus, ele se torna muito próspero, porém ainda é um homem que traz dentro de si o medo, questões mal resolvidas do passado, inseguranças…

A chegada de Jacó mexe com essas mulheres. Apesar de ter semelhanças com Labão, Jacó é um homem bom, que trata as mulheres com respeito e delicadeza, o que as deixa suspirando…

Mesmo sabendo que Jacó está apaixonado por sua irmã, Lia não consegue se impedir de sonhar com aquele homem e desejar ser amada por ele. Ela se culpa e tenta sufocar esse sentimento, inutilmente.

Como condição imposta por Labão, Jacó trabalha durante sete anos para desposar Raquel, mas é enganado pelo sogro, que lhe dá Lia em casamento. Sem saber que Lia foi forçada, Jacó fica furioso com ela, julgando-a uma usurpadora e traidora. Ele então cumpre uma semana com Lia e casa também com Raquel, concordando em trabalhar mais sete anos por ela, a mulher que realmente ama.

Assim começa o drama de Lia, rejeitada desde o início por seu marido… e de Raquel,  quem tem o amor de Jacó, mas não consegue lhe dar um herdeiro, enquanto a irmã tem um filho atrás do outro….

Em sua trajetória, Lia irá ao encontro da sabedoria e da Fé, que a fará enxergar  que ninguém está acima de Deus e que, portanto, não deve idolatrar seu marido. Ela então deixa de se colocar abaixo de Jacó, tornando-se uma mulher forte e admirável.

Já Raquel se deixa cegar pela vaidade e egoísmo, numa luta incansável em manter o “primeiro lugar” no coração do marido, usando de todas as armas ao seu alcance, sem perceber que nada disso lhe dá paz e felicidade.

As irmãs alternam momentos de ódio e disputa, numa intrincada relação permeada pela inveja e ciúmes.

Bila é a mais jovem entre essas mulheres e se torna um fantoche nas mãos de Raquel que, na frente de Jacó, a trata com zelo e carinho, mas por trás a trata com desprezo e desmerecimento. Mas sua participação na vida de Raquel acaba sendo maior do que a de uma simples serva. A fim de vencer sua irmã na luta em dar herdeiros a Jacó, Raquel entrega Bila ao marido para que lhe dê filhos em seu nome.

Zilpa não é indiferente ao charme de Jacó, mas sabe que tal homem está além do que pode ansiar para si. Apesar de ter sofrido muito, ter sido abusada sexualmente por Labão e seus filhos, se acha abençoada por ter encontrado a proteção de Lia e de Jacó. Zilpa é a desajeitada, desastrada, até engraçada. Ao contrário de Bila, ela não tem ressentimentos e nem culpa ninguém pelas coisas ruins que lhe aconteceram. Seu coração é bom, puro, alegre e generoso.

Na disputa pelo amor e atenção de Jacó, a relação das irmãs é abalada, dando início a um jogo de poder feminino onde Zilpa e Bila também serão envolvidas.

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