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Análise: Globo descobre receita do sucesso e serve representatividade

Novela das 21h redefine o amor homoafetivo nas teledramaturgias

Lívia Cout
Lívia Cout
Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
Casal Loquinha em “Três Graças”. (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Globo finalmente fez algo que muita gente achava impossível se ver na TV: mostrou, em horário nobre, um casal lésbico se amando a luz do dia, sem cortes em cenas de beijo. A cada momento de Lorena, interpretada por Alanis Guillen, e Juquinha (Gabriela Medvedovski), é perceptível que a Globo está largando mão do medo de desagradar o público conservador.

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Há décadas a comunidade LGBT+ sonha em poder assistir a um romance que os represente, com veracidade, profundidade, carinho e humanidade. É um tapa na cara da sociedade que ainda trata o amor entre pessoas do mesmo gênero como tabu.

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O ocultamento do afeto: a trajetória dos casais LGBT nas novelas da Globo

Historicamente, quando a Globo ousava mostrar casais homoafetivos, o resultado era sempre o ocultamento do afeto, o amor vivido nas entrelinhas. Em 1998, em “Torre de Babel”, o público rejeitou tanto o casal lésbico que os roteiristas optaram por matar as personagens logo no começo da novela. Logo depois, em “Mulheres Apaixonadas” (2003), o casal LGBT estava ali, mas nada de carinho aos olhos do público.

Após mais de uma década, o beijo finalmente aconteceu “Em Família” (2014), mas ainda como algo tímido e contido. Posteriormente, cada tentativa de dar protagonismo a relacionamentos entre casais LGBTQIAPN+ era boicotada e invisibilizada de alguma forma.

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Da invisibilidade à representatividade: o impacto de “Três Graças” para a comunidade LGBT+

Ou seja, o que vemos agora em “Três Graças” não é apenas inovação: é revolução narrativa. Juquinha e Lorena são protagonistas de um amor que cresce e se desenvolve com muito romantismo, delicadeza e naturalidade. A cena de sexo exibida na última terça-feira (24/02) não é apenas histórica; é politicamente necessária.

Romances assim não podem ser coadjuvantes, resumidos a conflitos rasos ou estigmas caricatos. Eles precisam existir de com representatividade real. Com o casal conhecido pelo shipp “Loquinha”, a Globo está contribuindo para uma cura lenta, mas necessária, de uma sociedade que ainda é muito homofóbica e heteronormativa.

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De picos de audiência aos TTs: o fenômeno do casal “Loquinha”

Através de Lorena e Juquinha, a Vênus Platinada mostra que é possível contar histórias de amor entre mulheres com dignidade, sem transformá-las em conflito ou estereótipos. Por isso, não é atoa que as personagens sejam um fenômeno de audiência. Desde que o romance começou a ganhar espaço em “Três Graças”, a novela tem registrado picos de audiência!

Em suma, a repercussão nas redes sociais é prova desse impacto. As cenas da “primeira vez” das duas ficou entre os tópicos mais comentados no “X” (antigo “Twitter”), com fãs de diferentes países discutindo, traduzindo e celebrando cada momento.

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**As críticas e análises aqui expostas correspondem a opinião de seus autores

Lívia Cout
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Lívia Coutinho é formada em Psicologia, mas começou sua trajetória como redatora em Maricá/RJ há mais de seis anos. Ela produz conteúdos para os nichos de política, entretenimento e celebridades. Além do Área Vip, ela também já trabalhou no Portal R7, Jetss e Paipee Brasil.
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