
Clima de festa na Portelinha. É o dia do grande comício de Juvenal e a favela está em polvorosa. Bandeiras, bolas de encher e cartazes com a imagem do candidato enfeitam a quadra da escola de samba, que está lotada de moradores.
Zé da Feira sobe no palco, faz um teste de som. O povo aplaude. Depois é a vez de Jojô entreter o público: chama alguns homens da platéia para dançar um forró com as meninas do Texas Bar. O clima já é de festa, mas quando Juvenal chega, é a glória. O líder vem cumprimentando seus eleitores até chegar no palco.
“Hoje, junto com vocês, eu começo uma nova batalha. Mais uma batalha por vocês, e que só será ganha com a ajuda de todo meu povo. Há mais de uma década eu tomei pra mim, aqui, nesse lugar que nós chamamos de Portelinha, a missão de brigar pelo meu povo e garantir pra ele uma condição de vida um pouco melhor”, diz Juvenal, no início do discurso.
Escondida entre o povo, Alzira admira seu homem, emociona-se com as palavras dele. É ela quem vê uma figura muito conhecida saindo da escuridão, como um raio. A tal figura, de terno cinza e chapéu, é Dorgival, que pára em frente ao palco e dispara contra Juvenal. Alzira grita e sua voz ecoa por toda a quadra. Pessoas correm, outras se abaixam. Pânico.
O líder fica caído no chão. Solange e Guigui se desesperam. Humberto, que é médico, vai acudi-lo. Enquanto isso, Dorgival ameaça a todos. Quer atacar Alzira, mas Edivânia se coloca na frente e não permite. O bandido foge.
E quando os moradores pensam que perderam Juvenal, eis que ele abre os olhos e diz “Justamente!”. Graças à Bíblia que guarda no bolso, na direção do coração, o líder não foi atingido. Milagre de Deus, pensam todos. Juvenal é carregado pelo seu povo, como um mártir.
A cena deve ser exibida na próxima segunda-feira, 21/04.