Síndrome de pica: saiba se você tem e como tratar

Saiba os riscos da síndrome de pica

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Síndrome de Pica (Foto: Reprodução/ IA/ Área Vip)
Síndrome de Pica (Foto: Reprodução/ IA/ Área Vip)

A síndrome de pica atinge milhões de pessoas sem distinção de classe, sexo ou idade. Por isso, é importante que você saiba se você tem o problema e como tratá-lo.

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Trata-se de um distúrbio alimentar definido por comer uma ou mais coisas não nutritivas e não alimentares por pelo menos 30 dias, segundo informa o Dr. Drauzio Varella. “Tive desejo de comer arroz cru e terra vermelha, mas acabei engolindo um pedaço de tijolo durante a gravidez”, declarou uma. “Cheguei a consumir 2 kg de farinha de mandioca por dia”, relatou outro.

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As falas vieram de pessoas com a síndrome, na reportagem de Lucas Gabriel Marins no portal do médico. O nome da doença vem do pássaro P. Pica, conhecido também como pega-rabuda, que tem uma dieta incomum e a propensão de comer tudo que encontra. Contudo, em humanos esse tipo de atitude prejudica a saúde física e causa danos psicossociais.

Conheça a Síndrome de Pica

Síndrome de Pica (Foto: Reprodução/ IA/ Área Vip)
Síndrome de Pica (Foto: Reprodução/ IA/ Área Vip)

Entre os maiores desejos de pessoas com pica estão papel, sabão, gelo, cabelo, barbante, lã, terra, giz, pó de talco, tinta, metal, pedras, carvão, cinzas, argila, amido e pano. A síndrome vem de deficiências nutricionais, que fazem o corpo desejar comer coisas que contenham as substâncias que faltam, de forma instintiva. É bastante comum crianças com deficiência de ferro sentirem a vontade de comer terra.

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Contudo, o transtorno também está ligado a problemas mentais ou déficit de inteligência. “Na gestação existe a hipótese de aumento da demanda de nutrientes, entre eles o ferro e o zinco, mas isso não explica todo o fenômeno. Gestantes que têm alguma fragilidade emocional e falta de suporte também têm mais riscos”, disse o psiquiatra Marcelo Heyde à matéria de Drauzio.

Não existe um tratamento padrão para a enfermidade. Os cuidados variam de cada caso, de forma personalizada, dependendo do que causa a necessidade em cada um. O tratamento pode envolver médicos, psicólogos e outros profissionais. A doença também pode ter relação com TOC, ansiedade e depressão.

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Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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