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Associação critica HBO Max por personagem trans em Dona Beja

Novela mal estreou e já causou polêmica

Joaquim Mamede
Joaquim Mamede
Professor, pesquisador e redator. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa, uno a paixão pela escrita ao prazer da redação aqui no Área Vip. Gosto de escrever sobre Música, Artes e Cultura Pop.
Dona Beja
Dona Beja (Reprodução/Max)

A novela Dona Beja, remake exibido pela HBO Max, voltou ao centro dos debates após uma nota de repúdio publicada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) no último sábado (7/2). A entidade criticou a escolha do ator Pedro Fasanaro para interpretar Severina, personagem apresentada como uma mulher trans no início do século 19.

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Para a Antra, a decisão da produtora e da Warner Bros. Discovery reforça a prática conhecida como transfake — quando atores cisgêneros são escalados para viver papéis de pessoas trans ou travestis. A associação argumenta que personagens trans deveriam ser interpretados por artistas pertencentes à própria comunidade, visando representatividade e vivência real.

Entidade aponta exclusão e cobra responsabilidade

Na nota, a Antra declarou que a escolha “desconsidera as trajetórias, experiências sociais e as violências específicas vivenciadas por travestis e mulheres trans”, além de reforçar um histórico de exclusão em papéis que “poderiam e deveriam ser ocupados por elas”. A entidade também criticou o próprio ator por aceitar o papel, ressaltando que, por ser uma pessoa não-binária, esperava-se de Pedro “empatia e solidariedade” às pautas da comunidade.

Segundo a associação, a participação de Fasanaro acabaria contribuindo para esvaziar críticas legítimas sobre a falta de representatividade.

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Pedro Fasanaro responde à polêmica

Após a repercussão, Pedro se pronunciou nas redes sociais. Ele afirmou que a leitura da personagem como uma mulher trans nasce de uma interpretação atual e não do contexto histórico da trama. “No século XIX não existiam o letramento nem a consciência de gênero que temos hoje. Qualquer pessoa fora do padrão era vista como desviada ou ‘invertida’”, explicou.

Apesar da resposta, a discussão segue movimentando a web e dividindo opiniões sobre representatividade e escolhas de elenco.

Confira a nota:

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Joaquim Mamede
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Professor, pesquisador e redator. Formado em Letras pela UFRJ, Mestre e, atualmente, doutorando em Literatura Portuguesa, uno a paixão pela escrita ao prazer da redação aqui no Área Vip. Gosto de escrever sobre Música, Artes e Cultura Pop.
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