Mariana Ximenes - Marina Ruy Barbosa - Bruna Marquezine (Globo/Divulgação)
Mariana Ximenes – Marina Ruy Barbosa – Bruna Marquezine (Globo/Divulgação)

A nova campanha de fim de ano da Globo, que teve estreia no ´Fantástico´ (19/11) com uma versão de 3 minutos, reuniu, em uma grande banda, mais de 1 mil pessoas. Entre elas, instrumentistas, produtores musicais da Globo, o elenco, o time de jornalismo e de esporte da emissora, além de colaboradores de vários outros departamentos para, sob o tema #VamosTocarJuntos, gravar a tradicional canção de fim de ano ‘Um Novo Tempo’. A gravação aconteceu nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e serviu como uma pré-estreia do MG4, complexo de três estúdios, com área total de 4.500 m2, que está sendo construído para gravação de novelas. “Toda grande produção tem uma pedra fundamental, como o MG4 será um estúdio, celebramos o talento. Então, em vez de pedra, fizemos um show e uma produção fundamentais”, afirma Eduardo Figueira, diretor de Produção do Entretenimento da Globo. Além do filme para TV em três versões, a campanha terá ações multiplataforma, com a exibição de um webdoc e peças para rádio.

A versão da canção este ano destaca, pela música, a riqueza da diversidade brasileira e remete à força da união. “Queremos que a música sirva como esse elo condutor para juntar as pessoas, mostrar que, se tocarmos juntos, em um mesmo ritmo, num só tom, podemos fazer o coração do brasileiro bater mais forte em 2018 de uma forma mais ampla, porque quando a gente toca junto, consegue realizar qualquer coisa”, conta o diretor de Comunicação da Globo, Sergio Valente. Ainda se referindo ao conceito da campanha, ele acrescenta: “Quando todo mundo se une, a gente faz um novo dia todos os dias”.

E união foi o que não faltou. Produzida pelos Estúdios Globo em parceria com as produtoras Sentimental, responsável pela filmagem, e a Comando S, que fez a direção musical, a campanha foi criada pela Comunicação da Globo e planejada durante cerca de seis meses, contando com dois dias de gravações, no Rio de Janeiro. No local, foi feita a pavimentação de parte do piso para posicionar os cerca de 500 músicos instrumentistas que participaram. De bateristas a sanfoneiros, incluindo percussionistas, guitarristas, baixistas e gaiteiros, foi grande a mistura musical.

“A ideia da campanha era formar a banda mais brasileira do país, representar as batidas do coração do Brasil inteiro. Para isso, trouxemos os sons da guitarra do rock de São Paulo, os timbaus da Bahia, as alfaias do maracatu de Pernambuco, o xaxado e o baião do Nordeste em geral, as gaitas e sanfonas do Sul, os tamborins e os surdos do Rio de Janeiro e os tambores do Brasil inteiro”, conta o diretor musical Sergio Rezende, da Comando S, que disse ter tido como maior desafio fazer com que os arranjos para cada grupo de instrumentos se juntasse harmoniosamente e fizesse a beleza de uma só música.

Para os diretores de cena da Sentimental, Maurício Guimarães e Luciano Zuffo, desafios também não faltaram. “O mais importante durante as gravações é manter a energia das centenas de músicos, elenco, jornalistas e apresentadores lá no alto e tirar deles a emoção mais genuína possível, pois esta emoção passa para o público”, explica Maurício. Para conseguirem filmar ao vivo tantas pessoas reunidas, foi preciso uma infraestrutura de 10 câmeras, sendo duas gruas e um drone, garantindo assim captação de toda a grandiosidade da campanha, que exigiu também um enorme trabalho de edição.

Toda a filmagem foi tocada por muita emoção. Ao chegarem ao local da gravação, os atores, atrizes, jornalistas e apresentadores eram saudados pelos músicos com um som intenso e crescente dos tambores, o mesmo que inicia a música da campanha. Emocionados, eles retribuíam aplaudindo os instrumentistas e se posicionando ao lado deles para cantarem e tocarem juntos, no mesmo ritmo, em um mesmo tom.

Durante os ensaios não foi menos intenso. Quatro deles viraram um documentário que terá estreia na internet e ações nas redes sociais da Globo na semana após o lançamento do filme. São artistas tocando com músicos e grupos musicais que de alguma maneira impactaram positivamente a sociedade por meio da música, como a banda Bomoko, formada por refugiados do Congo, Angola e Haiti; o Professor Roberto Ferreira, que ganhou notoriedade ao tocar violão para crianças de uma escola no Rio de Janeiro durante um tiroteio para tranquilizá-las; o grupo Funk Verde, que transforma lixo em instrumentos de percussão; e a atriz e baterista Paula Werneck, que como portadora da Síndrome de Down é ativa defensora dos direitos das pessoas com a mesma síndrome, já tendo atuado na campanha “Ser Diferente é Normal”.

No documentário, eles tocam juntos e dão depoimento sobre a presença transformadora da música em suas vidas. “Foi tudo muito bonito. Espero que todos sintam a emoção que a gente sentiu na gravação”, finaliza Sergio Valente.

Confira:

FICHA TÉCNICA

Direção de Criação: Sergio Valente, Mariana Sá e Leandro Castilho
Criação: Sergio Valente, Mariana Sá, Leandro Castilho, Mônica Tommasi e Alexandre Tommasi
Atendimento: Carla Sá, Andrea Couto, Flavio Carrijo e Tatiana Lima
Produção Globo: Comunicação e Estúdios Globo
Produtora de vídeo: Sentimental Filme
Direção: Mauricio Guimarães e Luciano Zuffo
Direção de Fotografia: Rodolfo Ancora (Ruda)
Produção Executiva: Dudu Venturi e Marcos Araújo
Montagem: Márcio Canella
Produção, Finalização e Pós-produção: Equipe Sentimental Filme
Produtora de som: Comando S.






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