Caso Isabella Nardoni: ativista pede retorno de Anna Carolina Jatobá ao regime fechado

A ré deixou o sistema prisional e está em liberdade desde o ano de 2023

Núcia Ferreira
Núcia Ferreira
Jornalista carioca com passagens pelas revistas Conta Mais, TV Brasil e TV Novelas. No site Área VIP, além de redatora, é repórter especialista em Celebridades, TV e Novelas.
Anna Carolina Jatobá – Reprodução TV Globo

As questões judiciais relacionadas ao caso Isabella Nardoni permanecem em andamento. O homicídio, que causou grande comoção nacional em 2008, vitimou a menina no dia 29 de março daquele ano, tendo como autores o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá.

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Nesta quarta-feira (08), o ativista Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, apresentou uma petição à 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté. O requerimento pede a instauração imediata de procedimento para anular a progressão de pena para o regime aberto concedida a Anna Carolina Jatobá, solicitando também seu retorno ao regime fechado. A ré deixou o sistema prisional e está em liberdade desde o ano de 2023.

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De acordo com a petição assinada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, o avô de Isabella, Antônio Nardoni, teria construído uma relação de “amizade” com a diretora da unidade prisional, o que lhe garantiria livre acesso ao local.

Ainda segundo a peça, essa proximidade teria sido utilizada para influenciar o funcionamento interno do presídio e assegurar privilégios indevidos à nora, favorecendo, de maneira artificial, sua progressão para o regime aberto.

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Entre os benefícios citados nos depoimentos da agente penitenciária Elisa, que conviveu com Jatobá durante o período em que ambas estiveram na unidade, está o recebimento de um colchão ortopédico de alto valor dentro da cela.

A testemunha também afirma que a condenada teria conquistado um cargo de chefia interno, o que possibilitou a redução de pena por meio do trabalho, benefício que, segundo ela, não era concedido às demais detentas.

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A defesa do ativista sustenta que o processo de progressão de regime estaria comprometido por supostas fraudes e por informações classificadas como ideologicamente falsas, que teriam sido produzidas pela direção da penitenciária.

Para tentar comprovar o alegado esquema, a petição requer a quebra de sigilo e o levantamento das movimentações bancárias entre Antônio Nardoni, ou empresas ligadas a ele, e a diretora do presídio, além de outros servidores da unidade.

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