Defesa de alvo de Moraes diz que investigado é “inimigo de Flávio Dino”

Advogados de Raimundo Cutrim se posicionaram.

Flavia Manta
Flavia Manta
Estudante de Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi, desde 2025. Apaixonada pelo mundo das notícias e fofocas, trazendo a comunicação como forma de redação.
Alexandre de Moraes (Foto: Luiz Silveira/STF)
Alexandre de Moraes (Foto: Luiz Silveira/STF)

Em nota pública divulgada nesta quarta-feira, 12, os advogados do ex-deputado Raimundo Cutrim contestaram a operação de busca e apreensão realizada no dia anterior e atribuíram as ações judiciais ao fato de ele ser “reconhecidamente inimigo de Flávio Dino”. A medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes apura a suspeita de que Cutrim seja o informante das reportagens publicadas pelo jornalista maranhense Luís Pablo.

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Segundo o defensor José Berilo de Freitas Leite Filho, o próprio investigado já alertava sobre a iminência de medidas contra ele antes de qualquer notificação formal. Em um vídeo gravado em 11 de julho, Cutrim denunciou que parlamentares alinhados ao ministro do STF estariam promovendo um clima de intimidação ao espalhar boatos sobre sua eventual prisão no contexto do cenário eleitoral no Maranhão.

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O advogado ressaltou a estranheza do cliente ao ver movimentações judiciais movidas por um adversário político de longa data, divergência que remonta à época em que Dino governava o estado e Cutrim exercia mandato na Assembleia Legislativa.

A defesa relembrou ainda que, poucos dias após o pronunciamento em vídeo, em 17 de julho, o ministro Flávio Dino chegou a decretar mandados de busca e prisão preventiva contra o ex-deputado — medida posteriormente convertida em recolhimento domiciliário com uso de tornozeleira. Menos de um mês depois, uma nova diligência foi ordenada por Alexandre de Moraes a partir de uma representação assinada pelo próprio Dino.

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O representante legal pontuou também que os relatos do jornalista sobre o suposto uso indevido de carros oficiais por parte do ministro continuam sem investigação aparente. Por fim, citando o sigilo do processo, a equipe jurídica esclareceu que não pode confirmar ou negar a tese de que Cutrim atue como fonte do repórter.

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Flavia Manta
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