
Depois que a reportagem do Jornal da Record expôs que a Neo Química Arena poderia ter sido quitada, em uma investigação feita por um perito, o Ministério Público de São Paulo iniciou uma apuração para saber se o Corinthians sofreu cobranças indevidas da Caixa Econômica Federal na dívida relativa ao financiamento.
Agora, de acordo com a TV Globo, o órgão abriu procedimento para averiguar o caso após receber uma representação que aponta suposta divergência de R$ 255,75 milhões nos cálculos. Esse documento foi formulado a partir de documentos públicos analisados por Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador.
O promotor Cássio Conserino, responsável por outras investigações relacionadas ao Corinthians, abriu um procedimento administrativo preparatório para apurar o caso e determinou a realização de uma perícia detalhada sobre os cálculos da dívida da arena.
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Segundo Conserino, se a diferença dos valores for confirmada, em tese pode configurar possível gestão temerária de dirigentes que tenham autorizado os pagamentos. Porém, em sua manifestação o promotor revela que, neste momento, a investigação tem natureza não criminal.
O que é contestado?
A representação de Anísio Costa Castelo Branco sustenta que a Caixa, ao cobrar judicialmente a dívida em 22 de agosto de 2019, atribuiu ao débito o valor de R$ 536,09 milhões, partindo de um saldo principal informado de R$ 423,94 milhões.
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Ele ainda aponta inconsistências entre os próprios documentos internos do banco e apresenta uma reconstrução matemática dos cálculos na qual se apura que o saldo devedor real em 22 de agosto de 2019 seria de R$ 280,34 milhões e não R$ 536,09 milhões, indicando uma suposta cobrança maior do que o valor efetivamente devido.
Até o momento, o Sport Club Corinthians Paulista e nem a Caixa Econômica Federal se manifestaram sobre o caso!
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