
A alta cúpula da Globo decidiu demitir na quinta-feira, 03 de setembro, Manuel Belmar, um dos mais poderoso executivo da emissora, abaixo dos membros da família Marinho.
De acordo com apurações da revista ‘Veja’, entre o sucesso e a queda está a Copa do Mundo. Segundo a reportagem, suas decisões fizeram a emissora, longa parceira da FIFA, abrir mão da exclusividade de transmissão e exibir apenas metade dos 104 jogos.
A decisão, abriu-se a porta e estendeu-se o tapete vermelho para o crescimento gigantesco da CazéTV na cobertura do Mundial.
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O canal de Casimiro Miguel passou de 41 milhões de inscritos no YouTube, bateu recorde mundial com 24,2 milhões de dispositivos conectados ao mesmo tempo e gerou R$ 2 bilhões de receitas publicitárias, resultado semelhante ao da Globo.
Mais que isso: a CazéTV tirou audiência e status da emissora, além de ter ofuscado a cobertura do SporTV e da Ge TV, canal criado para ser seu grande concorrente na internet.
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Diante da opção de economizar para aumentar o lucro, ele colocou a Globo em inédita situação de vulnerabilidade. A TV ajudou a fortalecer um concorrente, perdeu o protagonismo hegemônico e saiu enfraquecida do evento esportivo mais importante do planeta.
Manuel Belmar na Globo
Na emissora, o executivo acumulou funções importantes desde que entrou em 2003. Comandava as Finanças, o Jurídico e a Infraestrutura. Definia também os rumos de produtos digitais como o Globoplay. Além dele, outros executivos devem deixar a empresa, em uma reestruturação pensada para tentar recuperar o prestígio da maior rede de TV do país.
Em 2025, o grupo de comunicação da família Marinho teve receitas totais de R$ 18,2 bilhões, crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. Mas o lucro caiu 25,3% e ficou em R$ 1,4 bilhão.
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