BBB19 - Rízia (Globo/Estevam Avellar)
BBB19 – Rízia (Globo/Estevam Avellar)

“O melhor de mim é o amor. E foi isso que entreguei no ‘BBB’. Acho que foi o amor que me deixou ir tão longe no jogo”, conta Rízia, que saiu do ‘BBB19’ na última terça-feira, dia 9, com 61,66% dos votos, em um paredão em que enfrentava Paula.

Para a alagoana, a experiência a transformou. “Saio uma Rízia com mais força ainda. Lógico que eu já era responsável e madura, mas agora vejo que tenho mais responsabilidade ainda com as outras pessoas. Quero cuidar de quem está comigo e quer o meu bem. O jogo não me deu R$ 1,5 milhão, mas me levou a uma galera que entendeu que ser humano é se reconhecer”, conta. Ela diz que neste pouco tempo fora da casa, já encontrou pessoas que se inspiraram nela. “Isso, para mim, está sendo a coisa mais gostosa do mundo. Se fosse pela Rízia que existiu no passado, não era nem para eu estar aqui. Ver que tem um monte de gente comigo é maravilhoso”, declara.

Sobre o jogo, ela admite a pouca afinidade. “Só sei jogar no videogame. E ser uma peça do jogo é uma loucura. Não tenho vergonha de assumir os medos que tive lá dentro, sou ser humano. Ali era a Rízia, com falta de atenção, um pouco desastrada. Mas sou preocupada com as pessoas, cuidadosa, luto pelas minhas causas. Às vezes, para evitar conflito, deixo de falar muitas coisas. Para não incomodar e nem desgastar minha saúde mental. Não gosto de falar o óbvio, mas esqueço que o óbvio para mim, muitas vezes não é para o outro”, avalia.

Entrevista Rízia – 12ª eliminada do ‘BBB19’

BBB19 - Rízia (Globo/Victor Pollak)
BBB19 – Rízia (Globo/Victor Pollak)

Estamos a três dias da final do ‘BBB 19’. Você saiu muito perto do término do programa. Como está se sentindo? 
Estou muito feliz, muito realizada, muito grata. Entrei no programa com o objetivo de ajudar outras pessoas e essa oportunidade de poder fazer isso agora, com essa imensidão de gente que eu pude alcançar, está sendo maravilhoso. Lógico que todo mundo quer R$ 1,5 milhão, mas tanta coisa que eu já ouvi desde que saí dessa casa, que já valeu mais que o prêmio. 

Isso tem a ver com se amar?
Lógico! Depois que eu me amei e que ajudei outras pessoas a enxergar e a sentir isso… é uma questão que só alimenta o meu espírito. 

E em tão pouco tempo fora da casa você já ouviu pessoas falando sobre como você as ajudou?
Já encontrei pessoas, ouvi histórias, pessoas dizendo que se inspiraram em mim e na minha história. Isso, para mim, está sendo a coisa mais gostosa do mundo. Se fosse pela Rízia que existiu no passado, não era nem para eu estar aqui. E ver que tem um monte de gente comigo é maravilhoso. 

O que significou, para você, participar do BBB? 
Foi meu renascimento para essa nova fase da minha vida. A partir do momento que eu rasguei aquele papel da entrada, já comecei a ver que tudo estava mudando. Tomar decisões no jogo mexia com a minha ansiedade e eu queria trabalha-la lá dentro. Algumas vezes eu confesso que achei que não ia aguentar, mas cheguei até a última semana, dando o melhor de mim, que é amor. 

E você consegue fazer essa análise, de como você era antes de entrar e como está a Rízia agora, pós-BBB?
Eu estava muito desacreditada em mim. Sabia o potencial que eu tinha, mas eu tinha me calado. O jogo me balançou para falar algumas coisas que eu tinha medo porque já fui muito machucada com palavras. Eu não queria fazer isso com outras pessoas. Sei que isso acabou me prejudicando um pouquinho no jogo, mas se eu pude passar a minha mensagem, valeu a pena. 

E você acha que sai modificada?
Saio totalmente transformada. Uma Rízia com mais força ainda. Lógico que eu já era responsável e madura, mas agora eu vejo que tenho mais responsabilidade ainda com as outras pessoas. Agora que sei a que ponto chegou, em que nível estou, é cuidar de quem está comigo e quer o meu bem. Quem não quer também, vou passar energias positivas. 

Se comentou aqui fora que você tinha um pouco de dificuldade em analisar o jogo. Acabou até se colocando no paredão do último domingo, que tinha votação aberta. O que aconteceu ali? 
Só sei jogar no videogame. Estar dentro do jogo, ser uma peça do jogo, é uma loucura, de outro mundo. Não tenho vergonha de assumir os medos que tive lá dentro, sou ser humano. Ali era a Rízia: tenho falta de atenção, sou um pouco desastrada. Mas sou também responsável, preocupada com as pessoas, cuidadosa, luto pelas minhas causas. Às vezes, para evitar algum conflito, eu deixo de falar muitas coisas. Para não incomodar e nem desgastar minha saúde mental. Por isso que não quis botar muitos assuntos para frente. Às vezes eu não quero falar o óbvio, mas eu esqueço que o óbvio para mim, muitas vezes não é para o outro. 

Isso te atrapalhou?
Com certeza. E eu vivia assistindo ao ‘Big Brother’, falava “faz isso, faz aquilo”. Mas estar dentro do jogo não é tão fácil assim. Talvez o público esperasse que eu fosse barraqueira, mas eu sou totalmente diferente, sou de sentar e conversar. Mas a pessoa tem que querer me ouvir. Se não quiser, não converso. 

De fora, você imaginou, então, que fosse ser que tipo de jogadora? Chegou a pensar numa estratégia antes de entrar?
Eu tinha certeza que queria fazer um jogo limpo, sem passar por cima de ninguém nem colocar o dedo na cara das pessoas. Sabia que não queria me sobressair se isso fizesse mal para alguém. Eu queria ser a pessoa que entendia que se ganhou uma prova de sorte, foi simplesmente porque estava em seu dia de sorte. Que em uma prova de resistência iria assumir quando a dor chegasse. Para mim, não é fraqueza admitir que não vai aguentar, por exemplo, passar 24h em uma prova. Assumir seu ponto de fraqueza é necessário e isso eu queria mostrar. O jogo não me levou a R$ 1,5 milhão, mas me levou a uma galera que entendeu que ser humano, mesmo dentro de um jogo, é reconhecer seus limites. Isso, na minha opinião, também é sinônimo de força. 

Se você tivesse uma segunda chance no jogo e pudesse voltar ao ‘BBB 19’, o que faria de diferente?
Eu teria falado um pouco mais na hora das justificativas. Eu sabia o que deveria falar, mas travei. E não tive problema em admitir isso. 

E o que você repetiria?
Continuaria me dando bem com todo mundo, mesmo reconhecendo as diferenças. Seguiria aproveitando tudo, as festas. Continuaria dançando muito quando eu quisesse dançar e até me estressando quando eu quisesse me estressar, ou ficando quieta e dormindo quando sentisse vontade. Eu não estava ali para fazer cena, fiz o que tive vontade. 

Você acha que as amizades que fez no jogo podem se manter fora da casa? Com quem você vai fazer questão de manter contato?
A galera da gaiola toda, com certeza. As amizades que fiz com as pessoas defendiam as mesmas causas que eu, que levantavam as mesmas bandeiras, eu vou levar para sempre. Vou querer eles sempre comigo. A gente conversa, a gente se ama, a gente fala o que tem que falar. 

E tem alguém com quem você não faz muita questão de reencontrar? 
Não sei… Quero ver todo mundo, mesmo que seja pra gente falar tudo na cara mesmo. Minha consciência está muito limpa, estou tranquila. 

E o Alberto? 
(risos) Todo mundo me pergunta dele! Mas eu preciso falar uma coisa: eu não estava apaixonada. Essa resenha de eu gostar de gringo é muito minha. Minha irmã e minhas amigas sabem que eu gosto de conhecer pessoas com culturas totalmente diferentes da minha. Quando ele entrou, falei que aquilo era para confundir a minha cabeça, mas era uma brincadeira mesmo. A gente tinha uma energia muito boa, mas não tinha nada a ver com relacionamento. Agora, eu gosto de beijar na boca mesmo e quando eu quero fazer qualquer coisa, eu faço. Então pensei, “é meu amigo, ele gosta de zoar também, então vamos juntos”. Depois disso, segui minha vida. A Paula até falou que eu o sufoquei. Mas não foi isso. Ele era uma visita naquela casa e na minha terra, quando chega visita, todo mundo abraça, dá um prato de comida cheio, dá um copo grande de água gelada. Cresci vendo isso na minha casa. E a relação de cuidado que tive como ele foi de verdade, de carinho. Eu tinha com todos, mas ele era um hóspede, uma visita. Se eu tivesse ficado apaixonada, não teria problema nenhum em admitir.

Você falou agora sobre cuidado. Nas últimas semanas você assumiu a cozinha e ali tinha aquele jeito de comida de mãe, de acolhimento. Por que você demorou para entrar naquele ambiente?
Ninguém me dava espaço! Mas eu sou aquele tipo de pessoa que pensa: “vai chegar meu tempo, vai chegar a minha hora”. Eu sabia que teria três meses para chegar naquela cozinha e cheguei. Aí fiz minhas comidinhas de mãe, inventava receitas com o que tinha. 

E a lasanha de pão? (relembrando o episódio em que ela passou toda a manhã na cozinha preparando o prato e, ao sentarem para comer, Paula cometeu uma infração e toda a casa entrou no Tá Com Nada)
Ah, a minha lasanha de pão. Quatro camadas de queijo… Como me doeu. Eu não acreditei quando a Paula cometeu aquela infração. Peguei ingredientes que não tinham nada a ver com lasanha e fui montando. Fiz dois tipos de molho, quatro camadas de queijo. Nem a lasanha de quatro queijos tem quatro camadas de queijo! E ainda tinha brigadeiro na geladeira… (risos)

Qual foi o momento mais marcante para você no jogo?
Quando a minha irmã foi lá na casa. Quando eu a vi, meu Deus, eu achei que ali eu já tinha ganho o maior prêmio, que era de ver a minha irmã. 

E o que vai dar mais saudade?
Muita coisa. Sabe o que é fazer compras na despensa? As festas, as roupas. Como eu vou para uma festa agora que não tenha uma decoração daquelas? Como eu vou morar numa casa em que o teto não se mexe? Como eu vou acordar sem ter raio-x para fazer? Vou ter que acordar todo dia e correr para fazer vídeo na rede social (risos). Vou sentir saudades de muita coisa, de todas as surpresas, dos cuidados. 

Agora, fora do ‘BBB 19’, quais são os seus planos?
Depois que passei a me aceitar, pensei muito em entrar no mundo da moda plus size. Não sei ainda o que me aguarda, mas o que me aparecer eu relação a isso, vou mergulhar de cabeça. E vou continuar estudando, quero que o jornalismo seja a base. Adoro fotografia. 

Nessa final, para quem vai a sua torcida?
Para o Alan, lógico. Com fé em Deus. Mas se ele não ganhar R$ 1,5 milhão, ele vai ganhar aqui fora. Ele já é um vencedor, maravilhoso, inteligente, cuidadoso, fofo, um anjo. 

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