
Na noite deste domingo (5), foi a vez de Chaiany deixar a disputa do ‘BBB 26‘. Com 61,07% dos votos, a sister saiu a casa como a décima segunda eliminada da temporada. Após quase três meses de confinamento, ela enfrentou Juliano e Marciele no paredão e acabou escolhida pelo público para deixar o programa. Sua trajetória foi marcada por altos e baixos, mas também por conquistas emocionantes, como a entrada pelo quarto branco e a amizade intensa com Gabriela. “Foi muito doloroso não ter sido escolhida [na casa de vidro] e sentir que meu sonho acabaria ali. Se não fosse o quarto branco, eu não teria entrado. Doeu pela rejeição, pelo medo de não ser amada e de não ser aceita do jeito que eu sou.”, afirma.
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Na entrevista a seguir, Chaiany reflete sobre os conflitos, as alianças e os aprendizados que marcaram sua passagem pelo reality e fala sobre os planos para o futuro fora do programa.
Em diversos momentos do jogo você lamentou não ter sido a escolhida pelo público na disputa da casa de vidro do Centro-Oeste, embora tenha conseguido entrar no ‘BBB 26’ depois de passar pelo quarto branco. De que forma essa derrota para a Jordana te afetou?
Eu sofri uma rejeição muito forte, e isso marcou minha história até hoje. Receber aquele “não” foi merecido, já que eu provoquei a briga, mas não imaginava que chegaria ao nível que chegou. Foi muito doloroso não ter sido escolhida [na casa de vidro] e sentir que meu sonho acabaria ali. Se não fosse o quarto branco, eu não teria entrado. Doeu pela rejeição, pelo medo de não ser amada e de não ser aceita do jeito que eu sou.
Ainda no quarto branco você e a Gabriela estabeleceram um laço forte de amizade. Qual foi a importância dela para você no reality?
A Gabi foi o maior presente da edição. Além de ver aqui fora que minha família tem orgulho de mim, a Gabi é para a vida toda. Eu amo o jeito carinhoso dela, tudo nela. É uma amiga que pedi a Deus, assim como a Rafa. Um presente enorme que vou levar para sempre.
Participantes adversários te consideravam uma jogadora forte, mas você dizia que não tinha chance de ganhar o BBB. Por que pensava dessa maneira?
Porque eu olhava ao redor e via pessoas com histórias muito mais incríveis e jeitos de jogar mais inteligentes, que entendiam melhor as coisas do que eu. Percebi que não iria ganhar, não por falta de vontade, mas porque havia gente melhor. Minha forma de jogar era toda atrapalhada.
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Você caiu no paredão pelo voto de minerva da Samira, que preferiu livrar a Gabriela da berlinda. Esperava essa atitude dela?
Não esperava. Nós éramos amigas há mais tempo e isso me doeu muito. Senti que minha amizade não era suficiente para ela. Em uma semana tudo mudou para ela, e isso foi doloroso. Fiquei feliz pela Gabi não ter ido ao paredão, mas triste por perceber que só eu teria livrado a Samira do paredão.
Desde a casa de vidro, você e a Jordana foram adversárias diretas, mas dentro do confinamento tiveram momentos de carinho e tréguas nos conflitos. Como você avalia a relação com ela?
Foi entre amor e ódio, entre tapas e beijos. Admiro a história dela, admiro ela independente de qualquer coisa. Tivemos uma trégua depois de uma briga muito feia e decidimos respeitar a convivência. Conversávamos para evitar novos conflitos graves que pudessem gerar expulsão. Essa convivência foi melhorando nossa relação, e chegou a me dar agonia ter que votar nela.
Quando o Babu decidiu romper com a Ana Paula, você ficou no meio do conflito, mas optou por seguir do lado dele, da Solange Couto e do Leandro. Acredita ter tomado a decisão correta?
Naquele momento segui meu coração. Orei e pedi a Deus para estar com pessoas que realmente me amavam. Com a Ana eu me sentia acolhida, mas a prioridade dela não era eu. Já o Babu tinha um carinho maior por mim. Decidi ficar ao lado deles pelo sentimento e pelo amor que eu tinha por eles.
No almoço do anjo você mudou a sua decisão de quem iria imunizar e reorganizou suas prioridades. O que a fez mudar de ideia?
Na hora não senti que estava sendo manipulada. Ali, enxerguei um lado que eu não estava vendo: o risco de a Gabi ir ao paredão. Eu nunca a colocaria em risco. Meu coração era dela. Acabei prometendo algo que não cumpri e me senti muito mal. Mas fiquei grata que a Samira não foi para aquele paredão.
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Logo depois, naquele Sincerão em que você colocou Ana Paula, Milena e Samira como fora da sua prioridade, houve um rompimento seu com elas. Desde então, a relação não foi mais a mesma e a Ana Paula vinha te acusando de fazer um personagem no BBB, especialmente por ter dito que aquela ação teria sido sem querer. Acredita ter sido esse o motivo de todo o desentendimento entre vocês?
Acho que sim, foi a virada. Primeiro teve o colar, que magoou ela, e eu já tinha magoado outras pessoas também. Mas eu realmente não entendi a dinâmica. Fui colocando os emojis sem perceber o peso daquilo. Tive que justificar na pressão, sem entender nada, e deve ter saído da pior forma. Ali percebi que seria irreversível. Ela não acreditou em mim, e isso doeu muito porque eu gosto dela. Sempre que pude, a defendi.
O que acreditou estar fazendo naquele Sincerão?
Achei que quem eu colocasse no “ruim” iria tomar banho. Fiz tudo errado e me prejudiquei.
Outros participantes te aconselharam a se defender das acusações da Ana Paula. Por que optou por não reagir de maneira mais firme?
Porque não é meu jeito perseguir alguém. Sempre me defendi quando ela falava, mas não consigo ficar alfinetando ou perseguindo. Isso não ia acontecer, não faz parte de quem eu sou.
Com quais brothers ou sisters pretende manter amizade aqui fora, depois de deixar o programa?
Gabi, Leandro, Breno, Marcelinho… Quero muito ver todos eles.
Você celebrou seu aniversário na casa do BBB numa noite de festa com show da Ludmilla. Como foi viver essa experiência?
Foi um sonho realizado. Desde os oito anos eu sonhava com isso, quando ainda era o Pedro Bial. Meu maior sonho era entrar na casa e o segundo era comemorar meu aniversário lá dentro. Ter ficado tanto tempo foi um milagre. Sou muito grata por ter realizado esse sonho.
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Que outros momentos além desse foram especiais durante esses três meses?
Ver o vídeo da minha família foi muito especial, principalmente ver minha filha. Ter vindo do quarto branco foi incrível, porque sem ele eu não teria entrado. As festas foram maravilhosas, momentos com a Gabi na piscina e nas madrugadas… Eu amei tudo.
Que aprendizados leva dessa experiência?
Aprendi a acreditar em mim, confiar em mim e parar de falar coisas negativas. Foram 25 anos repetindo isso como se fosse normal. Dentro da casa percebi que não era, e aqui fora percebo ainda mais. Vou fazer terapia para me curar. São traumas de uma vida inteira, não de três meses. Só Deus sabe o que ouvi e acreditei. Vou lutar para mudar, porque é muito ruim não ter confiança nenhuma.
O que muda na sua vida após a participação no programa? Já conseguiu pensar sobre isso?
Estou com quase 3 milhões de seguidores e sou muito grata. Agora preciso aprender a lidar com a internet. Espero o melhor no pós. Vou continuar sendo eu, e espero que as pessoas tenham gostado de mim do jeito que sou. O maior presente foi recuperar a admiração da minha família. Isso é maior que qualquer prêmio em dinheiro. Gratidão, ‘Big Brother’!
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