
O cantor Netinho, ídolo do axé music, morreu aos 60 anos nessa última terça-feira (13/10). Nos últimos anos de vida, ele se viu envolvido em uma polêmica com Manno Góes, compositor de “Milla”, um dos maiores sucessos de sua carreira.
Política, amizade rompida e um hit do axé: entenda a polêmica entre Netinho e Manno Góes
Em suma, a briga começou em 2019, quando Daniela Mercury criticou declarações do então presidente, Jair Bolsonaro, sobre a Lei Rouanet e o financiamento público do Carnaval. Na ocasião, o músico defendeu o chefe do Executivo nas redes sociais e publicou uma foto ao lado do político. “Eu nunca usei Lei Rouanet, nem quero. Ele sim me recebeu respeitosamente e não fui lá pedir nada, reclamar nada. Fui lá apenas para dizer a ele que se recuperaria da facada que recebeu.“, escreveu.
Em resposta, Manno Góes anunciou o rompimento da amizade e criticou a associação de “Milla” ao bolsonarismo. “A Milla da música é amor. É liberdade, diversidade! Jamais seria tortura, homofobia, xenofobia, preconceito. Jamais seria ligada à milícia ou laranjas!“, disparou.
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Compositor diz que cantor virou um “personagem constrangedor”
Em seguida, afirmou ainda que repudiava a atitude do artista de supostamente atacar a cantora. Para ele, o amigo e companheiro de anos havia se tornado “um outdoor de vergonha e retrocesso” e que, por isso, tomaria medida para que o cantor não cantasse mais as músicas compostas por ele.
“A Milla da música não tem nada a ver com o personagem constrangedor que Netinho virou. Que nunca mais vai gravar Milla, ou Pra Te Ter Aqui, ou qualquer coisa que eu compuser.“, afirmou.
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Apesar da discussão, o músico cantou “Milla” em um ato de apoio a Bolsonaro, em São Paulo, em maio de 2021.
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