Icaro Silva (Globo/Victor Pollak)
Icaro Silva (Globo/Victor Pollak)

O ator Ícaro Silva compartilhou em seu Instagram no início da tarde desta quarta-feira (5) um texto comentando sobre seu estado de saúde e sobre o susto que levou logo cedo, ao ser atingido por estilhaços de bala, enquanto seguia pelo Túnel Zuzu Angel, no Rio de Janeiro.

“Queridos amigos, amores, seguidores e parceiros, eu estou bem!”, escreveu ele no início do texto.

Ícaro revelou que não sabe até agora o que de fato ocorreu. Segundo ele, se viu em meio a uma confusão, mas não sabe precisar se era uma blitz, um tiroteio ou uma operação de guerra como as que frequentemente ocorrem no Rio.

Conforme relatou, ao passar pelo túnel viu policiais com fuzis na mão e reduziu a velocidade a pedido de um dos agentes. “Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora”, relatou o ator.

Na pressa de sair dali, Ícaro revela que só alguns momentos depois viu que havia um buraco de bala no vidro de seu carro e estava com a blusa ensanguentada.

“‘Meu Deus. Eu levei um tiro?’ Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente. Eu to legal. To muito feliz por não ter morrido, sério.”, desabafou Ícaro. 

Veja o post do ator na íntegra:

Queridos amigos, amores, seguidores e parceiros, eu estou bem! Hoje mais cedo, ao sair do túnel Zuzu Angel voltando para a Barra, me vi em meio a uma violenta confusão que até agora não sei se era uma blitz, um tiroteio ou uma dessas operações de guerra infelizmente tão habituais na nossa cidade. Viaturas, policiais com fuzis na mão e aquele medo súbito que o carioca conhece tão bem. Um policial me pediu para reduzir e eu obedeci. Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra. Quando eu voltava a acelerar e antes de entender o que estava acontecendo, um estampido no meu carro me congelou. “Isso é um tiro?” Os próximos vários confirmaram que sim. Abaixei a cabeça e enfiei o pé no acelerador como se tudo no mundo fosse tiro e pedal. Enquanto meu pé e meu coração aceleravam, minha sensação física era de “não precisa ser assim”. De fato, não precisa. Acelerei sem fim até me ver longe dali, o corpo em choque, a cabeça caçando sentido, como se houvesse algum nessa barbárie cotidiana que é o Rio, minhas mãos trêmulas. Só depois de respirar fundo percebi o buraco de bala no para-brisa do meu carro e minha blusa molhada. “Meu Deus. Eu levei um tiro?” Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente. Eu to legal. To muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. Muito obrigado por todas as mensagens, to mais solicitado que no meu aniversário, rs. Vocês são lindos, são lindos demais. Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar.

A post shared by Ícaro (@icsilva) on

Confira também:

Ator é atingido por estilhaços de bala no Rio de Janeiro – Saiba mais!



2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here