Caio Castro (Globo/Estevam Avellar)

Sucesso na pele do lutador Rock em A Dona do Pedaço, Caio Castro teve uma reviravolta na trama. Se no inicio estava previsto um romance do personagem com Agno (Malvino Salvador), a história vem tomando outra forma e provavelmente o empresário do ramo imobiliário terá que se contentar com a amizade do lutador.

Enquanto isso, Rock segue apaixonado por Fabiana (Nathália Dill), porém para o ator esse romance não tem chance de futuro. “Se a Fabiana fosse uma mina da hora, eu torceria para que ele tivesse um filho com ela, porque ele tem essa vontade”, disse Caio, que torce mesmo para entrar uma personagem nova na trama para que Rock possa viver seu grande amor.

Na vida real, o ator se mostrou surpreso ao saber que aparece na 29ª posição na lista das 100 celebridades mais bem pagas na rede social em 2019. A lista foi publicada pela Hooper HQ, uma empresa de métricas digitais. Com mais de 17 milhões de seguidores, Caio cobra cerca de meio milhão de reais por post, segundo a publicação.

Em conversa com o site Área Vip, o ator se divertiu falando do personagem e de como administra suas redes sociais.

Como está esta nova fase do Rock, que está investigando a Josiane?

A nova fase está bastante interessante porque ele toma estas dores mesmo, né? Óbvio que ele teve motivos, ele foi lesado pela Josiane, foi acusado de coisas que não fez, perdeu amizade com a Maria da Paz por consequências dessas tramoias da Josiane. To achando legal essa parte da investigação dele, ele não tem muita astúcia, nem muito tino. Ele vai na inocência, pedindo ajuda. Eu acho ele engraçado ao mesmo tempo uma figura no boxe, um lutador, mas um moleque sensível, com uma ingenuidade muito grande também, sempre preocupado com o patrocínio.

Ele já sabe que o Agno é gay, continua ali tentando se esquivar das investidas dele e tá levando a sério o namoro com a Fabiana. Como você analisa essa situação?

Tadinho, não bastasse ele estar com essa condição financeira afetada, passar boa parte do tempo procurando patrocínio, agora ele acha que tem uma namorada legal, quer ter um filho com ela, mas está enganado também. Eu fico com um pouco dó dele. Tadinho do meu personagem. Fico com o coração na mão. Tem o lance também do patrocínio com segundas intenções. Acho que a maior parte da intenção do Agno é ter uma possibilidade com ele. No começo o Rock ficou nervoso, se sentiu meio ofendido, mas se tornaram amigos, mas o Agno ainda vê esperança nesta relação. O Rock tenta levar com jogo de cintura, às vezes acha graça da maneira como o Agno vai pra cima dele, manda as diretas para ele. Ele acha graça. A gente achou um lugar legal para brincar com esta intenções e nuances.

Como tem sido trabalhar com o Felipe Titto, que vai entrar para o núcleo da luta?

É sempre bom trabalhar com um amigo. É sempre mais fácil a troca quando se tem uma intimidade, a troca fica honesta, sincera, tem uma verdade ali e traz nossa relação pessoal para cá. É sempre bom ver os amigos envolvidos em projetos que deem certo.

Ele vai treinar o Rock?

Ao que me parece sim, o personagem do Agno vai conhecer um outro rapaz e não terá mais tempo para passar com o Rock. Ele paga uma pessoa para treinar o Rock, que é o Abdia.

Qual é sua torcida em relação ao personagem do Agno?  Você, como ator, gostaria que tivesse esse romance com o Agno?

Sendo bem honesto, eu entrei na novela achando que fosse isso, que poderia ter… não sei. Ainda não parei para pensar sobre isso. Fui levando. A imprensa que dizia que poderia ter, não sabia se ia ter ou não. Mas o que eu escuto recentemente é que o Agno vai ter um caso com um outro cara.  Até hoje o que chegou nada, o que chega pra mim é o que vocês também sabem. Mas o que eu escuto agora, recentemente, é que o Agno vai ter um caso com um outro cara.

Mas você chegou a dizer que poderia acontecer. Mas sempre com um fundamento, nada gratuito, né?

Não quero fazer uma novela apelativa, não só na relação homossexual, mas em qualquer assunto. Não é porque o assunto é polêmico e está em alta. Mas acho que tudo. Não acredito em nada que seja gratuito. É tipo aqueles caras na academia lutando sem camisa (em cena), ninguém fica na academia lutando sem camisa, só para expor o corpo. Ninguém faz isso! Não que eu tenha problemas com o corpo, mas é que não faz sentido. Prefiro uma história com peso.

O Rock é super ingênuo, você tem esta ingenuidade do Rock ou é mais armado?

Só a cara e o jeito de andar que são. Quase um trouxa! (risos)

Você tem sido elogiado pelo personagem, mas algumas pessoas tem comparado o personagem ao Grego, de I Love Paraisópolis.  O que acha disso?

Estou ouvindo agora. Acho que a outra pessoa não assistiu a outra novela, então. Tá no Globo Play. É muito próximo a realidade dos personagem, que são da periferia, de São Paulo e têm o mesmo estilo de criação, porém são mundos diferentes. Eu me policio sim. O Grego foi muito forte pra mim, tomou meu corpo muito rápido, saía do trabalho e a coisa ficava muito em mim. Talvez esse comentário da semelhança seja porque ele fala ‘mano’, ‘irmão’, são detalhes. Por isso falei que a pessoa que disse isso não viu a novela anterior. Não sei quem foi, mas é só ir no Globo Play e dar uma olhada.

O Rock vai ser um tipo herói, vai acabar desmascarando a Josiane, né?

Vocês estão sabendo mais do que eu (risos). Eu realmente não sei! Se realmente for isso, eu acho bem legal. O cara está sendo injustiçado, ele tá tomado uma atrás da outra. Foi injustiçado pela Maria da Paz, as pessoas desconfiam dele, então até o próprio Agno questiona, paga as joias como se ele tivesse realmente roubado. E ele dar a volta por cima, para a trama é bem legal por poder explorar a personalidade do personagem em outro lugar. Acho bem legal pra novela também. Ali do boxe já está tudo bem desenhado, já se sabe como ele reage como as tentativas do Agno, como lida com a família, então esta história do herói é outra oportunidade na história.

No início da novela foi divulgado bem esse universo do boxe. Como você vê essa crescente do Rock, que além de boxeador, está mostrando outras nuances? Como espectador, você torceria pra uma coisa ou outra?

O que eu torço pro Rock, definitivamente, por tudo o que já aconteceu até hoje… se a Fabiana fosse uma mina da hora, eu torceria para que ele tivesse um filho com ela, porque ele tem essa vontade. Ele é muito bonitinho. Quando eu recebo (o texto), eu coloco meu lado mais sensível, assisto ao American Idol, Caldeirão do Huck para encontrar este lugar. Mas, realmente, eu acho que vou esperar uma nova personagem entrar. Eu vi uma matéria que de repente a filha da Maria da Paz não é a Josiane. Ela vai ter uma filha… eu to chutando, eu to viajando nisso. Ligando todos os pontos, de repente… isso eu vi numa capa de revista. Essa galera do jornalismo aí é fogo (risos). Foi muito doido, minha mãe assiste e ela está passando uma temporada lá em casa, a gente assiste junto, e ela fica batendo essa bola. Aí eu bati essa bola com ela: ‘será que essa menina não é filha dela (Maria da Paz)’. Aí a gente pensa: ‘qual é a mulher que ficaria com o Rock?’ Aí eu pensei: ‘Então essa história da Maria da Paz é verdade, a Josiane não é filha dela, e vem a filha dela que tem mais ou menos a idade do Rock e ele vai gostar e vai ter um filho com ela’. (risos). Eu acho que vai ser isso, vai aparecer alguém aí pro Rock.

Você já teve uma Fabiana na sua vida?

Não, meu santo é forte! É só a cara e o jeito de andar (que é bobo), tenho muita consciência com quem me relaciono e falo. Estou sempre atento, né?

Saiu uma matéria que você está na lista dos brasileiros que mais lucram no mundo com as redes sociais, lista que tem apenas três brasileiros: você, Ronaldinho Gaúcho e Neymar.  Você é o número 29. A matéria diz que você recebe patrocínio e faz bastante publicidade. Como lida com essa questão, isso foi espontâneo ou você buscou isso?

Eu tive que pagar essa matéria (risos). Sério, eu não sabia. O lance das redes sociais, hoje, ela se tornou uma plataforma de job (trabalho), então isso é muito claro. Tanto que nem existia a profissão de blogueira. Mas ao mesmo tempo, o legal das redes sociais é que você acaba descobrindo talentos. Até então era monopólio da nossa emissora, hoje não é assim. Isso é legal para nós. Na minha visão, a concorrência gera qualidade. Mais do que isso, a incerteza causa inspiração. A TV Globo sempre será TV Globo, mas tem muita gente correndo por fora e isso gera competitividade. Ninguém é absoluto. É um jogo de ver quem é melhor a cada dia. É interessante. O caso do Whindersson (Nunes) é muito interessante: um cara do interior do Piauí, que nunca teria uma oportunidade e o moleque é um fenômeno! Traz voz a quem não teria. Ao mesmo tempo, dá oportunidade a pessoas ruins, que propagam discórdia. No meu caso, as redes sociais vieram para mim numa época em que o Instagram era um aplicativo de filtros. Colocava alguns, melhorava a foto e postava. A galera curtia e a coisa começou a se expandir, de repente tinham milhões de pessoas e isso gera o poder da informação. São 15 milhões de pessoas cadastradas. É esta sua cartela de clientes que vale mais de 580 milhões de dólares. Como administrar isso em dinheiro palpável? Nesta época não era nem iniciante, fui me antenar e percebi que tinha um tesouro na mão.

Quais são os seus cuidados ao escolher as marcas?

Desde tudo. O público não é besta, eu não o subestimo em momento algum, seja nas redes sociais ou nas novelas. Sempre penso nisso! Eles não vão comprar uma ideia que não faça muito sentido. No meu caso, eu sou responsável pelo que falo e a interpretação dos outros são com os outros. Mas ao mesmo tempo fico pensando quantas pessoas que me seguem ainda não têm o cognitivo desenvolvido? Quantos ainda têm carência e veem em mim um estilo de vida a ser seguido? Não com muito peso, mas tem um lado que eu penso. O mínimo que eu vou ser é honesto. Se vem me apresentar um refrigerante, que é algo que eu gosto, mas não tomo muito. Então eu não vou fazer ninguém beber refrigerante. É só um exemplo! Na época várias coisas apareceram, por exemplo, bebidas alcoólicas demais, eu tomo uma cervejinha só, eles vieram com um caminhão de dinheiro, ‘mano, vai mudar a minha (vida) mas vai estragar a vida de um monte de gente’.

O que você não faria de jeito nenhum?

De cigarro eu não faria ou o que não me convém. Deixei de fazer bebida alcoólica. Faria de vinho ou cerveja, que são coisas que bebo. Faço o que me convém, o que não me convém eu não topo fazer.

Se não fosse o amor pela arte, essa renda te bastaria pra viver?

Não vou mentir, é uma grana boa. Mas isso aqui (dramaturgia) é uma extensão da minha pessoa, entende? Eu não vivo só pelo dinheiro. Me completa, me deixa feliz, me deixa vivo.

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