Vitória Strada (Globo/Estevam Avellar)
Vitória Strada (Globo/Estevam Avellar)

Mergulhada em seus personagens em Espelho da Vida, Vitória Strada vive pelos corredores da Globo apressada em se dirigir para cenários distintos. Afinal, hora ele dá vida à Cris, hora ela está na pele de Julia, que vive em 1932.

A atriz, que interpreta sua segunda protagonista em novelas, se diverte com tanta correria, mas diz que consegue dar conta de tudo. Além do coração dividido entre Alain (João Vicente de Castro) e Danilo (Rafael Cardoso), a mocinha ainda pode ter que encarar mais um pretendente com a chegada de Daniel (Rafael Cardoso) na história. Se o público tem shippado os casais de sua preferência, Vitória prefere não opinar e diz que tem um carinho especial por cada personagem.

Em entrevista ao Área Vip, a atriz analisa a nova fase da personagem e avisa que está solteira.

Confira:

A Cris e a Julia estão em constante movimento na trama. Como está a expectativa?

Continuo na expectativa. Esses dias me falaram que faltavam dois meses para acabar, mas eu falei que ainda tem tanta coisa para acontecer. Eu continuo na mesma empolgação de pegar os blocos de capítulos para ler pra saber o que está acontecendo. Acho que é uma novela que poderia ser uma série. Ela é cheia de acontecimentos, a gente sempre quer saber o que está por vir, é muito gostoso tanto de ler, quanto fazer.

Como você organiza essas mudanças de personagens?

Deixa eu até respirar fundo. É bem complicado, eu tive que realmente me dividir esse ano e ano passado, às vezes eu fico meio perdida, a Vitória fica perdida. Eu me acho mais nos meus personagens do que na Vitória. Eu deixei a Vitória de lado pra dar conta desses personagens. Está sendo um desafio muito grande, porque é muito complexo contar essa história de vários ângulos. Uma visão da Cris, uma visão da Julia. Uma confusão deliciosa.

De quem você gosta mais, da Julia ou da Cris?

Eu digo que são lados da mesma pessoa. Eu não conseguiria dizer de quem eu gosto mais porque eu considero várias versões da mesma menina. Ela está vivendo várias coisas diferentes em vidas diferentes no processo de evolução que ela está, então em algum lugar a Julia não deixa de ser a Cris.

O interessante é a conexão dos personagens, não é?

Por isso que eu acho essa novela muito linda, porque independente da crença, independente da fé, da religião, eu acho que a gente aprende muito com essa novela. Se a gente pensar que a gente pode ajudar os outros a evoluir, a gente faz o bem para os outros, a gente se sente melhor, porque a gente ta evoluindo, ta aprendendo, e ao mesmo tempo ta contando essa história.

E os encontros que ainda vão acontecer na trama, como está essa expectativa pra você?

É uma confusão (risos). Eu fui no médico esses dias e um senhor me perguntou: ‘Você faz aquela novela maluca?’.

E a sua torcida?

Não sei não como vai ser. Eu estou muito na expectativa. Quando eu leio os blocos eu também fico como o expectador que não sabia. Eu  vou acompanhando tudo como se fosse uma grande novidade. Eu não tenho uma torcida com quem eu quero que ela acabe, inclusive eu  vejo vários grupos que querem ela com o Danilo, com Alain ou com o Daniel, e eu vivo isso tão intensamente que eu  entendo isso de várias maneiras. O Alain é um cara que está evoluindo muito, errando, tentando acertar. A Cris tem um olhar de compaixão em relação a ele,  vê que ele quer fazer o certo, tem esse amor grande. E o amor tem várias formas, quando ela encontra o Danilo no passado, ela sente um amor muito diferente, muito puro e eu não sei dizer como vai ser o sentimento dela quando ela encontrar o Daniel. Como vai ser? Eu tenho essa expectativa.  

Você iria tão fundo quanto a Cris, para reviver o passado?

Eu acho que as justificativas da Cris para ter vivido tudo isso, pra ter encarado tudo isso, são muito claras. Ela deixa muito claro que quando ela teve medo no início, ela tentou fugir, ela tentou negar isso. Só que as coisas foram acontecendo de forma tão intensas para ela, que ela não teve como fugir. Chega um momento que ela precisa descobrir. Me colocando no lugar dessa menina, se fosse possível realmente ultrapassar um espelho e voltar para o passado, eu acho que teria essa curiosidade também. E acho que é muito mais do que descobrir a própria história. Imagina você ver sua mãe sofrer no passado, você iria querer parar esse sofrimento. É muito mais do que simplesmente querer descobrir ou não. Acho que no momento que a Cris ta vivendo, ela sente, e se você sente, você age também.

Qual casal você shipparia?

É muito difícil sendo muito sincera, porque eu acredito nesses dois amores. Eu sou libriana, então, eu sempre penso, eu Vitória penso sempre nos dois lados. Tem o meu lado romântico que acredita nesse amor puro, nesse amor lindo, mas também tem o meu lado que acredita nesse amor que um aprende com o outro e pode evoluir os dois juntos. Então, eu realmente não sei. Só sei que eu, Vitória, estou sem nenhum amor agora. Eu amo pela Cris no momento.

Essa é a sua segunda protagonista, você lutou bastante pra chegar aonde chegou.  Como é para você atuar com esses grandes nomes?

É muito importante, eu aprendo diariamente. A Suzana (Faini) é uma atriz que eu não tenho palavras pra descrever o que ela faz, às vezes ela se sente insegura e eu falo: ‘Como assim?’. A Irene é minha melhor amiga aqui, ela é um grande presente que eu ganhei esse ano. Julia Lemmertz é minha família, eu a chamo de mãe. Eu falo que o Ângelo Antonio é meu pai. A gente tem um relacionamento de família. É isso que estou aprendendo, é a minha segunda novela e estou começando agora. Mas eu vejo que sempre muito dolorido quando chega ao final. Porque realmente a gente forma uma família. As duas experiências que eu tive em novela é fazendo protagonista, eu tive diariamente um contato com essa história, com essa vida. Então, é um presente e não só quando me perguntarem sobre contracenar, mas a experiência de estar com essas pessoas. Esses seres humanos que estão por trás desses grandes atores.

E como pessoa, o que você tem aprendido, até em relação ao espiritismo?

Eu aprendo muito, eu acho que essa crença de ajudar o outro eu já tinha e eu acho que além de aprender com a novela, eu tenho evoluído muito. Eu sempre fui muito racional e sempre fui muito de esquematizar e por em prática. Às vezes até deixar de lado o meu coração pra me dedicar ao meu trabalho. Só que eu me deparei com um trabalho que me faz agir com o coração. Muito mais do que colocar em números, em listas, o que eu estou aprendendo é a sentir mais. Está sendo um momento de expansão pra mim muito lindo.

E como atriz?

Eu realmente aprendi muito em vários aspectos de amadurecer como atriz, de ter um desafio completamente diferente de tudo. O Pedro (Vasconcellos, diretor) falou que seriam três personagens, mas é uma evolução muito grande, um desafio muito grande. Só aí eu já me sinto outra pessoa e também estou no momento que eu tenho 22 anos e estaria em um momento muito especial de evolução independente da novela ou não.

Quando caiu a ficha de que você era uma protagonista?

Eu não sei, acho que eu estou aprendendo ainda. Tem certas chaves que eu nem quero virar muito. Ter aquilo de ‘aí quando eu estiver em tal lugar, eu tenho que ser uma coisa’. Eu não quero deixar de ser natural, acho que essa é a resposta. Quanto a repercussão, eu sempre recebo com um carinho muito grande. Tem gente que não acredita que sou eu, quando eu vou a alguns lugares sempre tem quem pergunta.

Essa é sua segunda novela e sua segunda protagonista, talvez desperte inveja entre atrizes novas e classe artística. Como você lida com isso tudo e as críticas também?

Eu penso na inveja como uma coisa ruim, mas se a gente pensar que cada um tem o seu caminho e cada um pode brilhar individualmente no seu caminho, porque eu vou ter inveja de alguém? Mesmo que você queira ser ator e eu queira ser atriz, você pode ser e eu também posso ser. A princípio, a gente vive em um mundo onde tem muito julgamento. Muita gente achando que para conquistar o caminho só há aquele jeito, que precisa chegar lá e precisa ser único, mas porque não pode chegar lá junto?

Sua mãe é daquelas que você saiu na capa de revista, ela vai lá e guarda a página em uma pasta?

Minha mãe é maravilhosa, ela é incrível. Mas eu acho que ela ainda está aprendendo a lidar com as coisas. Quando eu não consigo responder alguma fã ou alguma coisa, aí ela vai lá e tenta responder. Esses dias uma fã minha me mandou um presente, e mandou um presente para a minha mãe também, aí ela falou: ‘Agora eu também tenho recebidos’.

Você disse que está amando através da Cris, mas você sente falta de um amor na vida real?

Eu acho que eu estou com vontade de ter um amor… Eu não tinha pensado nisso não… É que eu acho que a gente tem fases. Meu trabalho é muito minha paixão, me completa muito. E ao mesmo tempo eu nunca quis procurar um namorado. Quando você se pressiona a encontrar alguém, você dificulta mais ainda o universo, o que for, mas eu acho que se eu encontrar uma pessoa vai ser muito bom. Eu to num momento que eu estou me permitindo também, nessa reta final, entendendo que eu preciso do relaxar. Meu diretor diz que eu tenho a idade da Irene (Ravache), que eu preciso ser jovem. A minha mãe ficou feliz de ver um ‘story’ meu na balada. Então eu estou no momento de me permitir a estar com meus amigos, conhecer pessoas novas, me permitindo viver as coisas. Quando eu encontrar alguém que eu queira viver junto com essa pessoa, que seja lindo também.

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