
O quadro clínico de Lito Sousa permanece estável, sem sinais de melhora ou piora imediata. O tratamento experimental representa uma esperança inédita, mas ainda incerta, em meio a uma batalha contra uma doença rara, rápida e letal.
Mila Seidl, esposa do piloto, compartilhou nas redes sociais que, até o momento, não houve mudanças perceptíveis no estado de saúde dele após o início do tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Ela ressaltou que o processo exige paciência, já que a progressão da doença é veloz e devastadora, enquanto o medicamento precisa de semanas para alcançar seu efeito máximo. Mila também enfatizou a importância da esperança e da união da comunidade de seguidores, que têm acompanhado e apoiado o casal nesse momento delicado.
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Lito Sousa tornou-se o primeiro ser humano a receber o fármaco ALN-6457, que foi trazido ao Brasil em caráter emergencial no início de setembro. O medicamento ainda está em fase pré-clínica, ou seja, não existem estudos formais em humanos que comprovem sua eficácia ou segurança.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade rara e fatal, causada por príons — proteínas anormais que se acumulam no cérebro e provocam degeneração neurológica acelerada. Esses príons são notoriamente resistentes a métodos convencionais de desinfecção e esterilização, o que dificulta o controle da doença.
A DCJ é considerada irreversível e, em geral, leva à morte em poucos meses após o início dos sintomas, que incluem perda de memória, alterações de comportamento e dificuldades motoras.
Diante da gravidade do caso e da ausência de alternativas terapêuticas, a Anvisa concedeu autorização emergencial para a importação e uso do ALN-6457. O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após Lito ser aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa estrangeira.
“Por enquanto, não tenho nenhuma notícia com mudanças para trazer para vocês. É algo com que a gente precisa ter muita paciência, porque a velocidade da doença é um ritmo muito grande, e a velocidade do remédio é outro ritmo completamente diferente“, disse.
“Enquanto o remédio leva semanas para atingir o ápice do efeito, a doença avança em semanas, então a gente tem dois timings ali completamente diferentes acontecendo”, comentou.







