“Eu precisei aprender a me amar”, afirma Mari Maria sobre pressão estética

A artista ainda fala sobre a superação do bullying!

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Mari Maria
Mari Maria – Foto: Reprodução/CNN Brasil

A influenciadora Mari Maria desabafou no episódio de ‘Na Palma da Mari: Entre Mulheres’. Sob o tema ‘Pressão estética na era das redes sociais’, Mari e a médica dermatologista Dra. Taiz Campbell discutem a busca por aceitação, o envelhecimento e os limites das intervenções estéticas.

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“Minha relação com a beleza foi impactada desde nova por conta do bullying que eu sofri na escola, por causa das minhas sardas. Com 7, 8 anos, eu já não achava que me encaixava. As crianças falavam que minha cara estava suja, que eu não lavava o rosto para ir para a escola, que eu parecia uma banana pintada. Aquilo mexeu muito com a minha autoestima”, contou a influenciadora.

Mari Maria relembra que o uso dos cosméticos começou na infância como uma tentativa de se proteger do preconceito dos colegas. “Eu comecei a me maquiar muito cedo por conta das minhas sardas, para me sentir melhor com os meus coleguinhas. A maquiagem entrou num lugar muito especial na minha vida porque me ajudou a me conectar e fez as pessoas pararem de observar uma coisa que me incomodava quando eu era nova”, explica a empresária, revelando que, ao migrar para a internet, ainda temia as críticas: “Quando fui para a internet, eu não tinha coragem de aparecer sem base. Estava sempre bem rebocada nos primeiros vídeos, porque era uma dor que me acompanhava desde a infância. Eu pensava: ‘Se na escola era assim, imagina se eu me expuser para mais pessoas’”.

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A virada de chave aconteceu quando ela decidiu mostrar o rosto limpo publicamente pela primeira vez. “O primeiro vídeo que eu fiz totalmente sem maquiagem, com a minha pele aparecendo, viralizou positiva e negativamente. Tinha gente falando: ‘Nossa, que pele feia’, ‘Coitada, o marido dorme com uma mulher e acorda com outra’. E, do outro lado, pessoas falando: ‘Ela não precisa de maquiagem, ela é muito linda assim’. Eu sempre faço esse exercício de olhar para o lado positivo e fui me alimentando desses comentários”, relata. A partir disso, transformou sua rotina em aceitação: “Eu comecei a tirar um pouco a maquiagem da pele e usar a maquiagem realçando as minhas sardas. Foi o exercício que eu precisava para aprender a me amar mesmo, de me olhar olho no olho. Esse olho no olho que a maquiagem e o skincare trazem, de você se olhar, se contornar e se valorizar, faz você se amar de várias outras formas. Eu chamo de exercício do autoamor”.

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A dermatologista Dra. Taiz Campbell analisa que a pressão estética atinge um público cada vez mais jovem, impulsionada pelas plataformas digitais. “A gente já via a pressão dos amiguinhos, mas agora tem também toda essa pressão das redes sociais. Chegam meninas muito novas querendo um skincare com passo a passo e querendo mudar características pessoais. A gente precisa ir desconstruindo desde novinha, entender primeiro o lado de se amar do jeito que é e guardar algumas escolhas para o momento adequado”, pontua. Ela ressalta ainda que traços individuais não devem ser padronizados: “100% das pessoas têm assimetrias no rosto. Às vezes, meninas muito novas chegam querendo deixar tudo exatamente igual. Mas exatamente igual pode ficar parecendo um boneco. Essa assimetria é o que dá o nosso borogodó, o nosso molho, o nosso charme”.

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Sobre o envelhecimento e as expectativas criadas no consultório, Dra. Taiz destaca a importância de manter a naturalidade e aceitar a passagem do tempo. “Não pode existir uma coisa desequilibrada de a pessoa não aceitar o envelhecer. Eu falo que a gente só tem duas opções: ou a gente está envelhecendo ou é porque morreu. Eu prefiro envelhecer, mas envelhecer bem, se gostando”, declara a dermatologista. Ela complementa que costuma alinhar as expectativas com suas pacientes: “Quando chega uma paciente de 50, 60 anos querendo ter o rosto de uma menina de 20, eu já alinho: ‘A gente vai ter 50 com carinha de 50, mas com uma cara de que está cuidada’. Eu mesma tenho 42 anos e tenho ruguinhas. A medicina até conseguiria esticar tudo, mas ficaria bonito? A gente precisa conservar coisas que mostram que aquilo é natural e real”.

Mari Maria conclui destacando que os hábitos de cuidado pessoal refletiram diretamente em sua postura de liderança nos negócios. “Eu acho que pessoas confiantes dão menos trabalho para a sociedade. A autoconfiança é algo que tem que ser trabalhado para as pessoas não criarem problemas maiores. Quando a gente fala de autoconfiança e autocuidado, são camadas muito mais profundas do que o superficial. (…) A disciplina, não só com maquiagem, skincare e autocuidado, me fez entender mais quem eu sou como gestora e como empresária. Tudo isso faz com que você consiga performar muito melhor em outras frentes. Quando a gente chama isso de superficial, desqualifica a transformação que aquele hábito pode fazer na vida da pessoa”, ressalta a influenciadora, celebrando a fase atual: “Hoje eu me sinto feliz com a pessoa que eu sou. Vai muito além do que eu vejo no espelho, acho que vai na construção que a gente faz. Aquilo que a gente olha, contorna e aprende a admirar também faz parte de quem a gente se torna”.

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Fernando Melo
Fernando Melo
Colunista sobre o mundo da TV, celebridades, influencers e personalidades da mídia em geral, atuante no segmento desde 2012, com passagens por diversos sites. No Área VIP, além de colunista, é coordenador de redação.
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