
O agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho lançou o livro“Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula”, relatando sua convivência com o presidente durante o período em que ele ficou preso na Superintendência da PF em Curitiba.
O livro é um relato de bastidores sobre a prisão de Lula, focado na convivência diária entre o presidente e um dos policiais responsáveis por sua custódia, destacando tanto aspectos humanos quanto políticos desse período.
A obra, estruturada como um diário, descreve desde a transferência de Lula para Curitiba em abril de 2018 até o cotidiano da custódia, incluindo episódios de hostilidade durante o trajeto de helicóptero para a PF.
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Segundo o relato, Lula chegou abatido e ficou em uma cela simples, com poucos pertences pessoais e diversas restrições de rotina.
O livro destaca a relação de confiança que se desenvolveu entre Lula e o agente. Chastalo relata cuidados especiais com a alimentação do ex-presidente e descreve conversas frequentes sobre política e a situação do país.
O policial passou a ser chamado pelo presidente de “querido” e virou alvo de brincadeiras sobre seu cabelo arrepiado. O agente também tomou providências para garantir a segurança da alimentação de Lula. No segundo dia, encomendou uma refeição em um restaurante da cidade, “não pela qualidade da comida da PF, mas por cuidado mesmo. Imaginei a possibilidade de alguém querer envenenar sua comida”.
A publicação narra aspectos da rotina na prisão, como o acesso limitado ao espaço externo, pedidos pessoais de Lula e momentos marcantes envolvendo visitas familiares. Também relembra a morte do neto Arthur, ocasião em que Lula recebeu autorização para sair temporariamente da prisão para comparecer ao sepultamento.
O autor relata diálogos sobre a Operação Lava Jato e sobre figuras políticas, incluindo comentários de Lula sobre Marina Silva.
O livro também descreve episódios de irritação do presidente, como quando soube do furto de seu passaporte, e mostra aspectos da operação montada pela PF para recebê-lo e monitorar sua segurança durante os 580 dias de custódia.
“Começa espontaneamente a falar sobre sua situação, diz que vai dedicar muito tempo de sua vida para provar, em suas palavras, que “o Sergio Moro está errado e foi muito injusto; vou provar que ele trabalha para corporações dos Estados Unidos”. Afirmou ainda que o próprio Moro nunca afirmou que ele é dono do apartamento triplex no Guarujá”, diz trecho do livro.
“E continuou: “Ele está destruindo o país. Não pode prender o gerente de uma fábrica e fechar a empresa por conta disso, punindo milhares de trabalhadores pelos crimes cometidos pelos superiores.” Disse ainda achar nossa democracia “fajuta” ao permitir ‘que este tipo de servidor público seja tão irresponsável e continue atuando'”.







