Fernanda Paes Leme / Instagram

Fernanda Paes Leme decidiu fazer uma reflexão sobre o ‘Dia da Consciência Negra’, celebrado nesta quarta-feira, 20 de novembro. A atriz e apresentadora refletiu muito sobre o assunto e através das suas redes sociais decidiu usar o espaço para abordar o tema por outra perspectiva.

Mulher, branca, privilegiada e que não tem lugar de fala já que não tem vivência para expressar a representatividade desse dia, ela decidiu usar a sua visibilidade para lançar algumas questões referentes à luta antirracista.

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“Esse mês escrevi sobre como nós, pessoas brancas, podemos e devemos ser aliadas na luta antirracista, já que o racismo é um problema que nós, pessoas brancas, inventamos.
Mexer nessa construção social é reconhecer que a sociedade como vemos hoje surgiu do extermínio de povos originários, da escravidão, da exploração, do racismo, da barbárie.

É importante reconhecer a dívida histórica que temos e estarmos engajados nessa causa. Vamos questionar qual o nosso papel como pessoas brancas na luta. Temos um problema de desigualdade social que está diretamente ligado ao legado da escravidão e que ainda existe e persiste porque não nos esforçamos para mudarmos isso.

Não é uma ‘culpa’ minha nem sua, é nossa, como um povo que segue usufruindo dos privilégios de sua branquitude dentro de uma sociedade racista, mas ainda fingindo não ter responsabilidades para que ela seja assim”, disse Fernanda.

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Quem também falou sobre o a importância da luta antirracista foi a atriz e apresentadora Giovanna Ewbank. Ela compartilhou um vídeo e fez um desabafo, onde falou sobre ser mãe de crianças negras. “Esse vídeo fez passar um filme pela minha cabeça. A chegada dos meus filhos balançou muitas percepções e trouxe novas questões sobre igualdade que são muito importantes e que jamais haviam sido provocadas em mim… Coisas banais como publicidades, brinquedos, xampu e maquiagens não contemplavam a existência da minha filha e, posteriormente, do meu filho. Foi aí que eu entendi a URGÊNCIA e a NECESSIDADE de ir além, de ser sim ANTIRRACISTA, de buscar espelhos positivos para meus filhos TODOS OS DIAS! Eu não sei o que é sofrer o racismo na pele. Mas sei o que é ser mãe de crianças negras. E essa dor me atravessa de muitas formas. Dói muito. É violento, angustiante, gera revolta! E essa revolta me dá forças pra lutar”, disse ela.

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Esse mês, em minha coluna para a @GlamourBrasil, escrevi sobre como nós, pessoas brancas, podemos e devemos ser aliadas na luta antirracista. já que o racismo é um problema que nós, pessoas brancas, inventamos. Mexer nessa construção social é reconhecer que a sociedade como vemos hoje surgiu do extermínio de povos originários, da escravidão, da exploração, do racismo, da barbárie. É importante reconhecer a dívida histórica que temos e estarmos engajados nessa causa. Vamos questionar qual o nosso papel como pessoas brancas na luta. Temos um problema de desigualdade social que está diretamente ligado ao legado da escravidão e que ainda existe e persiste porque não nos esforçamos para mudarmos isso. Não é uma ‘culpa’ minha nem sua, é nossa, como um povo que segue usufruindo dos privilégios de sua branquitude dentro de uma sociedade racista, mas ainda fingindo não ter responsabilidades para que ela seja assim. O texto completo está na bio e também no stories. (ilustração: @ilustragabs)

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