
O Grupo Globo resolveu tomar uma decisão sobre o ator Juliano Cazarré na última terça, 12 de maio, após o artista criar um curso para homens.
Dessa forma, a emissora resolveu convidá-lo para um debate a respeito da educação e do papel dos homens nos tempos atuais. Ele foi chamado para o GloboNews Debate, exibido terça às 21h30, apresentado por Julia Duailibi. A atração recebeu o artista, a psicanalista Vera Iaconelli, o pesquisador em saúde coletiva Pedro de Figueiredo, e o jornalista Ismael dos Anjos.
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Nesse ambiente, eles conversaram sobre a masculinidade, a conduta e os desafios nos relacionamentos modernos. Na web, em publicação sobre o debate no Instagram da Folha de S.Paulo, antes do programa ir ao ar, muitos comentários criticaram a escolha de Cazarré como debatedor, acusando a emissora de dar palco a discursos misóginos ou “red pill”. Há quem veja a participação como uma forma de legitimar ideias conservadoras e violentas.
Outros demonstram apoio à psicanalista Vera Iaconelli, destacando sua bagagem acadêmica e esperando que ela ofereça uma “aula magna” sobre masculinidade e parentalidade.

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Globo chamou Juliano Cazarré para debate após ator dar o curso
O ator Juliano Cazarré fez uma declaração polêmica no programa. Ele citou que mais mulheres mataram homens no Brasil que o contrário. “O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”, disparou ele. Segundo suas fontes internas, 2,5 mil homens foram assassinados pelo sexo oposto, contra 1,5 mil mulheres mortas por homens no ano passado.
Segundo a Band, a fala do ator realiza uma falsa equivalência entre mortes de homens e feminicídios, que é o assassinato de mulheres pela sua condição de mulher. Exemplos de feminicídio: ciúmes, não aceitar o fim do casamento, não aceitar o desejo da mulher querer trabalhar etc. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que 91,1% da vítima de homicídios em 2024 eram homens, mas por conta da violência urbana ou policial, e não pelo fato de serem homens.
Ismael ainda tentou explicar ao ator, sem muito sucesso. “A gente teve 1,5 mil feminicídios. É diferente. É importante distinguir que foram 1,5 mil feminicídios, que é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. (…) Não quer dizer que foram só 1,5 mil mulheres mortas no ano passado, não. Foram muito mais”, declarou.
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