
A paralisação dos funcionários da Caixa segue firme nesta segunda-feira (14), após a rejeição da proposta final apresentada pelo banco para o acordo coletivo. O movimento já se estende por vários dias e demonstra a insatisfação generalizada da categoria diante das condições oferecidas.
Em assembleia realizada na sexta-feira (11), cerca de 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta. Esse resultado expressivo reforça a unidade da categoria e evidencia que os pontos de discordância são considerados centrais para a manutenção de direitos históricos.
O pacote incluía um prêmio de R$ 3 mil por funcionário e a antecipação da participação nos lucros, prevista para o dia 18, caso o acordo fosse aprovado. Embora esses benefícios representem ganhos imediatos, foram vistos como insuficientes diante das mudanças estruturais propostas, especialmente no plano de saúde.
O plano de saúde corporativo é o ponto mais sensível da negociação. A Caixa queria ampliar o limite de gastos de 6,5% para 8% da folha e alterar a forma de custeio. Isso significaria a cobrança de taxas entre 2,30% e 4,10% do salário, além de valores adicionais por dependente que variariam de R$ 480 a R$ 660. Para os trabalhadores, essas mudanças representam um aumento significativo de custos e um risco de inviabilizar o acesso ao benefício para muitas famílias.
A categoria realizou um ato na Avenida Paulista às 11h30, reforçando a visibilidade da greve em um dos principais centros financeiros do país. Além disso, uma reunião marcada para as 16h definiria novas estratégias de mobilização, mostrando que o movimento não se restringe às agências, mas busca apoio social e político.
No primeiro dia da paralisação, 245 das 283 agências da base sindical em São Paulo permaneceram fechadas, além de quatro unidades administrativas. Esse fechamento em larga escala demonstra a força da greve e o impacto direto nos serviços oferecidos à população.
Apesar da rejeição da proposta, a Caixa informou no domingo (13) que está disposta a retomar as negociações com os sindicatos. Essa sinalização abre espaço para novos diálogos, mas a confiança dos trabalhadores dependerá de avanços concretos nas reivindicações.
Dirigentes sindicais afirmaram que a mobilização continuará firme até que os direitos sejam preservados e as demandas atendidas. O discurso reforça a disposição da categoria em manter a greve por tempo indeterminado, caso não haja avanços significativos.





