
Integrantes do Porta dos Fundos relatam que sofreram ameaças de morte, atentado com coquetéis molotov e intimidações após piadas envolvendo milícias e religião no Rio de Janeiro.
Gregório Duvivier contou que precisou de segurança privada por meses, inclusive ao lado da filha pequena, mudando rotinas e trajetos por medo. As revelações aconteceram em Conversa com Bial.
João Vicente de Castro relatou a situação em que estava em um carro com Ian SBF e Gabriel Totoro quando o veículo é parado em uma blitz no Rio. De acordo com o ator, os três ficam retidos por duas horas. No término da abordagem, um policial se aproximou e disse a frase que, para o grupo, foi um recado: “Se eu fosse da velha guarda, você não sairia daqui hoje”.
O caso mais grave ocorreu na véspera de Natal de 2019, quando a sede do grupo foi atacada com bombas incendiárias, em reação ao especial “A Primeira Tentação de Cristo”, que retratava Jesus em uma relação homoafetiva. Os episódios mostram como a liberdade de expressão deixa de ser abstrata e passa a ser ameaçada por violência e intimidação, gerando autocensura e adiamento de projetos culturais.
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Apesar das ameaças, o grupo afirma que continua produzindo conteúdo satírico e crítico, mas reconhece o custo pessoal e profissional já pago. “A gente faz uma piada e a pessoa fica tão mexida com isso que joga bomba e ameaça de morte”, comentou Porchat, ao recordar esquetes sobre policiais, milicianos e temas de religião.
CASAL DE PASTORES USAVA A RELIGIÃO PARA LEVAR FIÉIS PARA CASA, SEGUNDO POLÍCIA
O casal de pastores Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, foi indiciado por suspeita com ao menos seis fiéis adolescentes em Boa Vista… LEIA MAIS!





